sábado, 9 de novembro de 2019

Como Preparar, Congelar e Reaquecer Marmitas com Segurança: Guia Completo Para uma Semana Prática e Saudável




Organizar a alimentação da semana inteira pode ser simples, econômico e muito seguro quando entendemos a forma correta de montar, conservar e aquecer marmitas. Para quem busca praticidade — seja na rotina de trabalho, na dieta ou no cuidado da família — preparar marmitas congeladas é uma solução que reduz estresse, evita desperdício e garante refeições saborosas todos os dias.

A seguir, veja um guia completo para produzir marmitas perfeitas: sem água acumulada, sem arroz empapado, sem risco de contaminação e com sabor de “comida feita na hora”.

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1. Escolha bem os alimentos que vão para a marmita

Alguns alimentos congelam melhor do que outros. Para marmitas equilibradas e que descongelam sem perder textura, aposte em:

Proteínas que funcionam bem:

Frango grelhado

Carne moída ou picada

Coxão mole em tiras

Linguiça bem dourada

Ovos cozidos (opcionais)


Carboidratos ideais:

Arroz branco ou integral

Grãos firmes

Macarrão cozido “al dente”

Batata cozida firme (não muito mole)


Legumes que descongelam sem murchar:

Cenoura

Abobrinha grelhada

Vagem

Brócolis no vapor

Beterraba

Milho e ervilha



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2. Como preparar o arroz perfeito para congelar

O grande segredo é cozinhar com menos água, deixando o grão mais firme:

1 xícara de arroz

1 + 1/4 de xícara de água

Cozinhe normalmente

Solte os grãos ainda quente

Espalhe em uma travessa para esfriar mais rápido


Isso evita aquele arroz “papa” após descongelar.


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3. O feijão ideal para congelamento

Feijão congelado pode ficar ainda mais cremoso — desde que você use pouco caldo.

Use apenas 2 a 3 colheres de caldo para manter a umidade

Evite excesso de gordura

Coloque o feijão sempre separado ou ao menos distante do arroz no pote


Feijão com pouco caldo dura até 90 dias no freezer.


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4. Montagem da marmita: a ordem importa

Para não juntar água e manter a textura perfeita, monte assim:

1️⃣ Arroz
2️⃣ Proteína
3️⃣ Legumes (bem sequinhos)
4️⃣ Feijão em setor separado do pote
5️⃣ Tampe ainda quente para criar um leve vácuo natural


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5. Esfriamento correto antes do congelamento

Esse é o ponto mais importante para segurança alimentar:

✔ Monte a marmita quente
✔ Aguarde 30–40 minutos fora da geladeira
✔ Coloque na geladeira ainda hoje
✔ Transfira ao freezer no dia seguinte de manhã

Isso impede o “período de risco” das bactérias e evita deformação do plástico.


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6. Quanto tempo as marmitas duram no freezer?

Arroz: 90 dias

Feijão: 60–90 dias

Frango: 90 dias

Carne bovina: 60 dias

Legumes: 45–60 dias



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7. Como descongelar da forma segura

A melhor forma é planejamento:

✔ De manhã cedo: tire a marmita do freezer e coloque na geladeira
✔ À hora do almoço: aqueça em banho-maria com o fogão desligado

A água quente descongela e aquece sem alterar sabor, sem ressecar e sem derreter o pote.


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8. Como aquecer em banho-maria do jeito certo

1. Aqueça a água até quase ferver


2. Desligue o fogo


3. Coloque a marmita fechada dentro da panela


4. Aguarde 15–20 minutos


5. Se precisar, troque a água por outra quente



Esse método:

mantém o arroz soltinho

deixa o feijão cremoso

preserva os legumes

evita que a comida passe do ponto



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9. Vantagens de viver com marmitas prontas

Economia semanal de dinheiro

Menos desperdício

Controle da alimentação

Praticidade nos dias corridos

Comida caseira, mais saudável

Menos ansiedade na hora de decidir “o que comer”



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Conclusão

Congelar marmitas é muito mais do que praticidade — é autocuidado. Com algumas técnicas simples, você garante refeições deliciosas, seguras e com cara de “acabou de fazer” todos os dias. E o melhor: sem bagunça, sem correria e sem abrir mão de sabor.

Se quiser, criar variações de cardápios semanais, como:
🥗 Marmitas fit
🍽️ Marmitas tradicionais
💰 Marmitas econômicas
🌱 Marmitas vegetarianas
👩‍👧 Marmitas familiares

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sexta-feira, 12 de junho de 2015

Pratique o "dia da empatia": passe um dia tentando enxergar a vida pelo olhar do outro

 Isso é uma experiência muito legal! O Dia da Empatia é basicamente um exercício de se colocar no lugar do outro, tentando entender suas emoções, desafios e visão de mundo. Aqui estão algumas formas práticas de fazer isso ao longo do dia:


🌅 Manhã: Comece com Intenção

  • Ao acordar, defina a intenção do dia: "Hoje, quero enxergar a vida pelos olhos dos outros."

  • Escolha uma pessoa ou grupo para focar. Pode ser um amigo, um vizinho, um entregador, um familiar ou até alguém que você julga sem conhecer bem.


Café da Manhã: Reflita Sobre Diferentes Realidades

  • Imagine como seria sua rotina se estivesse no lugar de outra pessoa. Como seria acordar cedo para trabalhar na faxina de um prédio? Ou como se sentiria se fosse um estudante que precisa pegar 2 ônibus para chegar à escola?


🚶‍♂️ Durante o Dia: Observe e Pratique a Empatia

  • No trânsito ou no transporte público: Em vez de se irritar com alguém, tente pensar no que essa pessoa pode estar passando.

  • No trabalho ou estudos: Preste mais atenção às expressões e reações das pessoas. Pergunte-se: "Será que essa pessoa está bem?"

  • Ao encontrar alguém que pensa diferente de você: Em vez de rebater, tente entender por que ele pensa assim.


📱 Redes Sociais: Mude o Olhar

  • Ao ver um post que normalmente te irritaria, tente entender o ponto de vista da pessoa. Pergunte-se: "Por que ela pensa assim? O que aconteceu na vida dela para chegar a essa conclusão?"

  • Comente de forma gentil e curiosa, em vez de julgar rapidamente.


💬 Noite: Converse com Alguém Profundamente

  • Pergunte para um amigo ou familiar: "Como foi seu dia de verdade?" e ouça sem interromper, sem dar soluções, apenas entendendo o que a pessoa sente.

  • Se puder, tente conversar com alguém de um contexto bem diferente do seu. Pode ser um idoso, um adolescente ou alguém de outra cultura.


🛌 Antes de Dormir: Reflita

  • O que você percebeu de novo sobre as pessoas?

  • Como foi sentir a vida de outra perspectiva?

  • Alguma atitude sua mudou ao longo do dia?


Se quiser um desafio extra, tente fazer isso por uma semana! Aposto que você vai se surpreender com o quanto pode aprender sobre os outros e sobre si mesmo. Bora testar? 😃

Leia Mais: 

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Cultivando o desejo com gestos simples: frases, toques e atitudes que transformam

❤️ Cultivando o desejo com gestos simples: frases, toques e atitudes que transformam

O desejo no casamento é mantido vivo com pequenos gestos que dizem: “Eu ainda te escolho todos os dias.” Esses gestos não precisam ser grandiosos — mas sim frequentes e cheios de intenção.

Entre eles estão:

  • Elogios sinceros 🗣️

  • Toques carinhosos 🤲

  • Bilhetes românticos ✍️

  • Pequenas surpresas 🎁

  • Lembranças especiais 📸


Aqui vão 10 exemplos de frases e atitudes simples que reacendem a conexão:

  1. “Você está linda(o) hoje, como sempre.” – dito olhando nos olhos, com um sorriso verdadeiro.

  2. “Você faz meus dias mais leves.” – como bilhete no travesseiro ou em um guardanapo.

  3. “Estou com saudade, mesmo estando aqui do seu lado.” – no meio da rotina, só para aquecer o coração.

  4. “Me orgulho da pessoa que você é.” – dito em público ou na frente dos filhos.

  5. Um abraço demorado e silencioso – daqueles que dizem tudo sem palavras.

  6. Uma massagem nas costas ou nos pés ao final do dia – mesmo que por 5 minutos.

  7. Deixar um chocolate, flor ou bilhetinho escondido na bolsa ou na carteira.

  8. Preparar o café da manhã e escrever: “Bom dia, meu amor.” com caneta no guardanapo.

  9. Compartilhar uma foto antiga do casal e escrever: “Te amo desde esse dia.”

  10. Dizer “obrigado por estar comigo” – simples, poderoso e quase sempre esquecido.

💡 Esses gestos e frases mostram ao outro que ele continua sendo amado, visto e desejado.
🧡 Faça do amor uma rotina que nunca cansa.


quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Conquiste seu cônjuge todos os dias: pequenas atitudes que reacendem o desejo

💝Conquiste seu cônjuge todos os dias: pequenas atitudes que reacendem o desejo


O desejo não se apaga do nada — ele apenas adormece em meio à rotina. Mas a boa notícia é que ele pode ser despertado com atitudes simples, feitas com amor e intenção. 🧡

Elogios sinceros, toques carinhosos, bilhetes românticos, pequenas surpresas e lembranças especiais são maneiras eficazes de dizer:
"Eu ainda te amo e te desejo." 💌


A seguir, confira ideias práticas para reacender a chama do desejo no casamento:



💑 1. Como planejar encontros românticos?

  • Reserve uma noite da semana para sair ou fazer algo só de vocês dois.

  • Se não puderem sair, transformem a sala da casa com velas, uma música suave e um jantar simples feito com carinho.

  • Use aplicativos de delivery para pedir algo especial e brinde com suco ou vinho.

  • Coloque o celular no modo silencioso e aproveite o momento com o olhar, o toque e o coração.

📌 Dica extra: marquem essas datas no calendário como prioridade, como se fosse um compromisso de trabalho — porque o amor também precisa de agenda! 🗓️❤️



🕰️ 2. Como relembrar as boas memórias do início do relacionamento?

  • Revistam álbuns de fotos antigas, cartas ou mensagens trocadas no início do namoro.

  • Voltem a lugares especiais para o casal: um parque, um café, uma praça...

  • Conversem sobre as primeiras impressões que tiveram um do outro. Pergunte: "O que te fez se apaixonar por mim?"

Essas conversas despertam sentimentos esquecidos e fortalecem o vínculo com afeto e nostalgia. ✨



🧸 3. Como criar momentos a dois longe dos filhos e da rotina?

  • Peça ajuda a familiares ou amigos para cuidar das crianças por algumas horas.

  • Troquem a maratona de séries por um banho demorado juntos ou uma conversa na varanda com um café quente.

  • Façam pequenas viagens de um dia: vá até uma cidade vizinha, uma cachoeira, ou uma cafeteria charmosa.

Não importa o local, e sim a intenção de estarem juntos como casal, e não apenas como pais ou colegas de rotina. 💕



📊 Curiosidade: estudos de psicologia relacional apontam que casais que praticam esses hábitos têm até 70% mais chances de manter o desejo vivo e presente no relacionamento.

🌟 O segredo não está em grandes feitos, mas em pequenas atitudes frequentes que dizem “você ainda é importante para mim”.



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sábado, 17 de agosto de 2013

CRIANÇA MERECE CASTIGO?


 "É muito importante que todos os dias os pais ocupem as crianças com atividades prazerosas e construtivas...
Brincar e estar junto a natureza é  fundamental."

CRIANÇA MERECE CASTIGO?



  •      Logo pela manhã, ao entrar no quarto de seu filho, a mãe viu os Grandes Círculos Azuis desenhados na parede recém-pintada. Aninha com cinco anos, considerava a parede como a tela ideal para suas "pinturas".   


  •      Flávio, de quatro anos, pretendia por sua vez Cortar a Cauda do gatinho de estimação, "só para ver o que havia dentro".   Simples "curiosidade científica". 


  •      A bola foi o melhor presente no oitavo aniversário de Paulo. Uma bola grande, branca, bonita, pronta para receber chutes e desenvolver o talento futebolístico do garoto. Mas o gol escolhido estava assustadoramente próximo da Janela da Cozinha... 


  •      Maria, sete anos, fazia maravilhosas colagens com figuras recortadas de revistas e jornais. Até que um dia descobriu, na Estante do Papai, que os livros tinham figuras muito mais interessantes.


Estas e outras situações semelhantes deixam os pais desesperados, sem saber o que fazer.   Mesmo advertidas, as crianças muitas vezes insistem nas travessuras. Criam assim os chamados problemas de disciplina, para os quais baterem e castigar continuam sendo as soluções mais populares, mesmo para os pais que condenam teoricamente tais métodos.

            Na verdade, punir drasticamente o filho é uma tentação muito grande, pois resolve o problema imediato: consegue fazer com que a criança obedeça.   No entanto, ao bater, o pai descarrega sua agressividade, aliviando a própria tensão. Contudo, as consequências do Castigo não terminam com o alívio dos pais e a obediência da Criança.  Ela está em contínuo processo de aprendizagem e ao ser punida extrai uma lição de atitude dos pais furiosas: "Quando está com raiva, a gente bate".

            Por outro lado, um dos piores efeitos da punição, especialmente as de caráter físico, é que ela pode interferir no desenvolvimento social.   Castigos frequentes tiram da criança a nascente responsabilidade de julgar os próprios atos.   Em vez de corrigir, a surra passa a compensar a má ação.
O PENSAMENTO "NÃO ESCREVO NA PAREDE, PORQUE APANHO" é substituído por: "POSSO ESCREVER NA PAREDE, PORQUE APANHO". 

  •  Nesse caso, o hábito do Castigo libertou a criança para o "mau comportamento".

            Algumas crianças parecem, às vezes, estar "pedindo para apanhar".   Sentem culpa e raiva e precisam de ajuda para manejar tais sentimentos com os quais ainda não aprenderam a lidar.   Se a criança desobedece intencionalmente, pode-se imaginar que ela quer ser punida; mas, às vezes:

  1.  uma conversa franca e aberta resolve, quando consegue que a criança expresse seus sentimentos de culpa.
  2. ao mesmo tempo, se os pais sabem colocar e reforçar claramente as regras que limitam a ação infantil, a necessidade de punição (sob qualquer forma) diminui consideravelmente.  
  3. Contanto que tais regras sejam curtas, concisas, compreensíveis, razoáveis e em pequeno número.   
  4. Levando em conta as necessidades, a formação e o ponto de vista da criança, é possível definir o que deve ser permitido e o que precisa ser proibido.

            "Uma criança é sempre uma criança".   Isto significa que as roupas foram feitas para sujar, correr é o melhor meio de locomoção, o mundo é mais bonito visto de cima de árvores e muros, latas são bolas que não pulam, mas servem para ser chutadas.


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            CASTIGO?

Entendendo o comportamento característico da criança. Os pais podem ser permissivos, isto é, aceitá-las como pessoas que tem direito a todas as espécies de sentimentos, desejos e fantasias, que devem manifestar por meio de comportamentos adequados. Mas a super permissividade, que aceita todos e quaisquer atos das crianças, mesmo os indesejáveis, é prejudicial.   Imitando seu herói da tevê, Julinho desejava quebrar os MÓVEIS da casa e, de sobra, esmurrar os amiguinhos, Bem, não se pode comprar Mobília nova a cada vez que Julinho assiste à TV, mas seus impulsos precisam ser respeitados.

 A solução é encaminha-lo para uma tarefa em que possa descarregar sua agressividade e sua energia: Fazer um Piquenique, correr no quintal ou num parque, chutar a bola.

            A permissividade cria confiança e aumenta a capacidade de expressar sentimentos e ideias.   A superpermissividade, porém, gera ansiedade e estimula maiores exigências e solicitações que não poderão ser atendidas.

            Limite Tem Seus Limites.

Limitar os atos não significa limitar os desejos, que devem ser entendidos e respeitados pelos pais, No caso de Flávio, que queria cortar o rabinho do gato a mãe limita a ação, mas aceita a curiosidade, dizendo: "Vamos ver se a gente acha alguma figura que mostre como ele é por dentro".
            Da mesma forma com Aninha, que desenhava nas paredes: "Aninha, as paredes não são para desenhar, pegue estas folhas de papel e faça um lindo desenho".   Em ambos os casos, os desejos das crianças foram identificados e respeitados; os limites só foram impostos aos atos, ou seja, à maneira pela qual as crianças queriam satisfazer seus desejos.
            No entanto, não se pode esquecer que a extrema mobilidade e agitação da criança não correspondem a desejos manhosos, mas a necessidades estreitamente ligadas ao processo de desenvolvimento.   Portanto, a limitação aos atos não se aplica nunca à atividade física das crianças: "Não corra", "Será que você não pode andar normalmente como todo mundo?", "Não fique pulando", "Por que você fica num pé só quando você sabe que tem dois pés?" A inibição física das crianças pequenas gera tensões emocionais que são expressas sob forma de hiperatividade e agressão.   É natural que o bom estado dos Móveis mereça sobrepor às exigências da boa saúde mental e física das crianças.   O ideal é que elas possam ter um lugar apropriado para suas correrias.
            “Os limites são colocados com firmeza, mas de forma que a CRIANÇA PERCEBA QUAL É O COMPORTAMENTO INACEITÁVEL E O PORQUÊ”.   Ao mesmo tempo, é apresentada uma solução: o que pode ser feito em substituição.   No caso de Paulo: "A janela não pode ser quebrada. Mude o gol de lugar para que você possa chutar em outra direção”.
            É preferível que um limite seja total e claro do que parcial e confuso.   Por exemplo, existe uma nítida diferença entre "jogar água na irmã" e "não jogar água na irmã".   Mas se a permissão for para "jogar só um pouquinho de água", a criança ficará sem critério para tomar decisões e será tentada a experimentar até onde vai esse "pouquinho". No entanto, o limite é colocado de maneira a não provocar muito ressentimento e a resguardar a autoestima da criança.   Deve transmitir autoridade e não insulto. Se Aninha a pintora das paredes, recebesse uma repreensão, como por exemplo: "O que é que você está fazendo, sua porquinha? Você não sabe que eu detesto paredes sujas?” Não sei mais o que sentiria humilhada, com raiva da mãe e talvez acabasse pensando: "Sou uma porquinha e mamãe não gosta muito de mim por causa disso...”.
            As regras são mais facilmente aceitas quando colocadas sucinta e impessoalmente: "Está na hora de ir para a cama" é mais prontamente atendido do que: "Você é muito criança para ficar acordado até tarde. Vá para a cama".   Melhor ainda se a ordem deixar claros os motivos da proibição imposta: "Os brinquedos foram feitos para brincar. Ficam inúteis se forem quebrados", em vez de: "Não quebre os brinquedos, eles custam caro".


            Os Infratores da Lei


            Há três tipos possíveis de transgressão dos limites: 

  1. Acidental (Paulo aceitou as sugestões da mãe e mudou o lugar do futebol; mesmo assim, num lance muito infeliz, a bola quebrou a janela); 
  2. Acidental com Desobediência (Paulo manteve o jogo próximo à janela, que acabou quebrada); e proposital (Paulo chutou a bola contra a janela). 
  3. A Criança que "pede para apanhar" mas, nos outros dois, a transgressão gera ansiedade aumentada por medo à represália ou castigo.
            Se for acidente, o melhor é convencer isso a criança, planejando com ela providências para que o fato não se repita.   Se houve desobediência, é inútil aumentar ainda mais a ansiedade com longas e irritadas explicações sobre os limites transgredidos.   Mais razoável é reforçar de modo firme a regra violada.   Num caso como o de Silvinha, que grita "Não vou" quando a mãe chama para o banho, é prejudicial aceitar o desafio para uma "batalha de vontades", respondendo algo como: "Você vai, sim, porque eu quero" ao que Sílvia talvez respondesse: “Você quer, mais eu não quero", e daí por diante.   A reação mais acertada seria: "Eu sei que você gostaria de ficar brincando, mas é nora do banho e nós temos que ir".   Se assim mesmo Silvia resiste e continua a brincar, a mãe deve tomá-la pela mão e levá-la para casa, com bondade e firmeza.   Com crianças pequenas a ação, às vezes, fala mais alto do que as palavras.Certas vezes, contudo, o rompimento frequente de limites ou a transgressão de regras essenciais tornam necessária a punição.  
Mas o castigo deve ser proporcional ao ato cometido, e não aos prejuízos causados, ou ao grau de irritação dos pais.

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sexta-feira, 21 de junho de 2013

FLOQUINHO DE ALGODÃO


Havia uma pequena aldeia onde o dinheiro não entrava. Tudo o que as pessoas compravam, tudo o que era cultivado e produzido por cada um, era trocado. A coisa mais importante, a coisa mais valiosa, era a Amizade. Quem nada produzia quem não possuía coisas que pudesse ser trocadas por alimentos, ou utensílios, dava seu CARINHO.
                O CARINHO era simbolizado por um floquinho de algodão. Muitas vezes, era normal que as pessoas trocassem floquinhos sem querer nada em troca. As pessoas davam ser CARINHO, pois sabiam que receberiam outros num outro momento ou outro dia.
                Um dia, uma mulher muito má, que vivia fora da aldeia, convenceu um pequeno garoto a não mais dar seus floquinhos. Desta forma, ele seria a pessoa mais rica da cidade e teria o que quisesse.
                 Iludido pelas palavras da malvada, o menino, que era uma das pessoas mais populares e queridas da aldeia, passou a juntar CARINHOS e em pouquíssimo tempo sua casa estava repleta de floquinhos, ficando até difícil de circular dentro dela.
                Daí então, quando a cidade já estava praticamente sem floquinhos, as pessoas começaram a guardar o pouco CARINHO que tinham e toda a HARMONIA da cidade desapareceu.
Surgiram a GANÂNCIA, a DESCONFIANÇA, o primeiro ROUBO, o ÓDIO, a DISCÓRDIA, as pessoas se XINGARAM pela primeira vez e passaram a IGNORAR-SE pelas ruas.
                Como era mais querido da cidade, o garoto foi o primeiro a sentir-se TRISTE e SOZINHO, o que fez o menino a procurar a velha para perguntar-lhe e dizer-lhe se aquilo fazia parte da riqueza que ele acumulara.
                Não a encontrando mais, ele tomou uma decisão. Pegou uma grande carriola, colocou todos os seus floquinhos em cima e caminhou por toda a cidade distribuindo aleatoriamente seu CARINHO.
                Assim, sem medo de acabar com seus floquinhos, ele distribuiu até o último CARINHO sem receber um só de volta.
Sem que tivesse tempo de sentir-se sozinho e triste novamente, alguém caminhou até ele e lhe deu CARINHO. Um outro fez o mesmo... Mais outro... e outro... Até definitivamente a aldeia voltou ao normal.
Receber CARINHO é muito bom. E o simples gesto de lembrar que um amigo existe é a forma mais simples de fazê-lo.

                ESTE É MEU FLOQUINHO PARA VOCÊ!!!
Patrícia Rosa


  • Tema Central:
  • "2013: Disciplina e Educação"

Semana 1: Criança Merece Castigo? - Reflexões sobre o uso de castigos na educação infantil.

Semana 2: Floquinho de Algodão - História e cuidados com bichinhos de pelúcia.

Semana 3: Semana 3: Castigo Ensina? - Discussão sobre os efeitos do castigo na aprendizagem.




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CASTIGO ENSINA?

CASTIGO ENSINA?

               

OS TERRÍVEIS
                A mãozinha rápida chega até o prato do pai: é só feijão, arroz e carne que voam para todo lado. A criança põe na boca a comida, semi-esmagada entre os dedos. Mais uma vez a refeição fica imprestável. Luiz Carlos, com 1 ano e meio, todo dia faz a mesma coisa. Embora a comida seja igual para todos, ele nem se interessa por seu pratinho.
                Agora, a mãe é a vítima; a comida novamente se espalha pela mesa e o bife tão apetitoso cai no chão. A mãe se irrita e lhe dá palmadas na mão, para acabar com essa brincadeira sem graça. Mas, com a punição, Luís Carlos se recusa de uma vez por todas a comer. Os pais desistem e deixam que ele saia da mesa. Lá vai Luiz Carlos para a sala; logo se ouve barulho.
                Sentindo um nó na garganta, a mãe interrompe o almoço e corre para a sala: cinzeiro e um vasinho espatifado no chão. De novo, Luiz Carlos leva umas palmadas para aprender a se comportar bem da próxima vez. Contudo, "a próxima vez" será igualzinha, à anterior. Como fazer com que Luís Carlos aprenda a se comportar direito na hora do almoço? Os pais supunham ter uma solução: "É um menino terrível, precisa de disciplina".
                Ana Luiza, 2 anos, adora mexer nos bonecos de porcelana da sala. Enche as mãozinhas com os bonequinhos chineses. A mãe sempre grita: "Não mexa nisso aí. Você vai acabar quebrando". Pura verdade. Um a um, os enfeites foram se despedaçando. Cada vez que um boneco era quebrado, a mãe dava uns tapas na menina e não cansava de dizer: "Assim não é possível, não posso ter mais nada em casa. Não sei o que fazer com essa menina. Está cada vez mais levada".
                Daniel, 3 anos, armava uma verdadeira batalha par tomar banho, para se vestir e para sair com os pais. Escondia-se embaixo da cama ou atrás da porta; quando descoberto, chorava desconsoladamente. Punir não esta resolvendo. A luta de Daniel continuava. Os pais não sabiam mais o que fazer com este "diabinho".
                Esses e outros comportamentos semelhantes são muito comuns em crianças pequenas. Os pais costumam considera-los como comportamentos indesejáveis, que decorrem da falta de disciplina.
                Mas será que a criança já esta madura para o aprendizado? Não se pode esperar que uma criança de três meses soubesse andar, e com um ano e meio ninguém aprende a ler. É inútil insistir, quando o aprendizado requer um grau maior de maturidade.
                Luiz Carlos, com um ano e meio, ainda não pode compreender a ideia: “Cada um com sua comida". O valor e a utilidade dos enfeites da sala estão acima da capacidade de entendimento de Ana Luísa. Reconhece que são bonitos e exatamente por isso tem curiosidade e procura conhece-los e brincar com eles. Daniel, por sua vez, que não se comporta direito na hora do banho, não tem condições de "compreender” o banho. Para ele, é apenas um hábito: mas, se foi castigado sucessivamente para aprender a se comportar no banho, acaba relacionando banho a castigo. E passa a chorar e reagir cada vez mais violentamente, pois para ele hora de banho passa a ser "hora de receber castigo". Nos três casos, as crianças ainda não são capazes de perceber quais os comportamentos adequados a determinadas situações; portanto, o fato de Luiz Carlos colocar a mão no prato dos pais não pode ser considerado como transgressão de limites impostos.

         REFORÇAR É IMPORTANTE
                O reforço positivo é o melhor caminho para o aprendizado. A Criança vai aprender o comportamento desejado pelos pais com muito mais facilidade se, desde as primeiras vezes, a hora de o banho associar-se à aprovação materna. "Você está segurando direitinho o sabonete". Com os elogios, a Criança sente-se recompensada, o banho passa a ser uma ideia ligada a satisfação. Quando Luiz Carlos estiver em idade de comer à mesa (talvez ele próprio tome a iniciativa), seu progresso serão ressaltados. “Muito bem, você está comendo como um homenzinho”. Firmeza e docilidade ao ensinar alguma coisa para a Criança ajudam a fixar o que deve o que não deve ser feito e o que deve ser evitado. Os gritos e ameaças dos adultos apenas dificultam o processo de aprendizagem, Por outro lado a curiosidade da Criança desempenha papel importante. No caso de Ana Luísa, que gosta de mexer nos enfeites da sala, essa curiosidade é compreensível, mas é evidente que a mãe precisa estabelecer algum limite. Tirar do alcance de Ana Luísa os bonecos de porcelana e substitui-los por outros que a Criança possa mexer satisfaz sua curiosidade, sem causar prejuízos. Reforçando os comportamentos aprendido se satisfazendo a curiosidade os pais colaboram de forma decisiva para o progresso de socialização.




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  • Tema Central:
  • "2013: Disciplina e Educação"

Semana 1: Criança Merece Castigo? - Reflexões sobre o uso de castigos na educação infantil.

Semana 2: Floquinho de Algodão - História e cuidados com bichinhos de pelúcia.

Semana 3: Semana 3: Castigo Ensina? - Discussão sobre os efeitos do castigo na aprendizagem.


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