quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Você vai escolher dois senadores: sabe o poder desse voto?

 

 

Seis Escolhas e o Seu Poder nas Urnas em 2026

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Vista superior de seis espaços alinhados representando os seis votos das Eleições 2026, com duas posições centrais destacadas para o Senado.
Dois senadores | Blog do Vime e Requinte

 

No próximo domingo, 4 de outubro, milhões de brasileiros irão às urnas. E muita gente ainda pensa primeiro — ou quase exclusivamente — na escolha para presidente da República.

Mas a eleição de 2026 é muito maior do que isso.

Antes de chegar ao voto para presidente, a urna apresentará outras cinco escolhas. E existe um detalhe especialmente importante neste ano: você votará duas vezes para o Senado Federal, escolhendo dois candidatos diferentes.

Não é um detalhe pequeno.

Os senadores têm mandato de oito anos e participam da elaboração das leis, da fiscalização do Poder Executivo e de decisões institucionais que podem atravessar mais de um governo.

Por isso, antes de apertar CONFIRMA, vale entender uma pergunta diferente:

O que acontece com o poder depois que o seu voto é confirmado?

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Quem cuida também precisa de cuidado: os limites de quem sustenta alguém emocionalmente


Quem cuida também precisa de cuidado
 

 
Mulher madura em varanda clara com xícara e plantas de vime, em momento de pausa, cuidado e reflexão.
Quem cuida também precisa de cuidado | Blog do Vime e Requinte

 

Quando alguém da família não está bem, a atenção naturalmente se volta para quem sofre.

Perguntamos se a pessoa dormiu, se comeu, se melhorou, se conseguiu sair de casa, se procurou ajuda. Tentamos compreender seus silêncios, suas mudanças de humor e aquilo que talvez ela ainda nem consiga explicar.

terça-feira, 29 de setembro de 2026

Força e Massa Muscular: Por Que Toda Mulher Deve Cuidar Delas

  

FORÇA PARA A VIDA REAL

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Mulher adulta levantando uma cesta com roupas em casa usando postura firme e controlada.
Força muscular | Blog do Vime e Requinte

 

Durante muito tempo, falar em músculos no universo feminino parecia significar apenas academia, definição corporal ou estética. Mas existe uma razão muito mais importante para prestar atenção à massa muscular: ela participa diretamente da nossa capacidade de viver com independência.

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Autoestima infantil: como fortalecer em casa

 

Confiança não nasce de elogios vazios: ela cresce quando a criança se sente amada, capaz, respeitada e segura para aprender.

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Menina calçando o próprio tênis sozinha em um quarto infantil enquanto a mãe observa ao fundo, próxima a cestos de vime.
Autoestima infantil | Blog do Vime e Requinte

 

A autoestima infantil começa a ser construída muito antes de a criança conseguir explicar o que pensa sobre si mesma. Ela se desenvolve nas experiências do cotidiano: na maneira como é ouvida, corrigida, incentivada e acolhida quando acerta — e também quando erra.

domingo, 27 de setembro de 2026

Prédios sustentáveis no Brasil: exemplos que mostram como isso funciona na prática


Quando a sustentabilidade sai da teoria. 

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Edifício sustentável brasileiro integrado à cidade, com arquitetura moderna, vegetação, eficiência energética e pessoas no ambiente urbano.
Prédios Sustentáveis no Brasil |  Blog do Vime e Requinte


Quando observamos um edifício moderno cercado por jardins, grandes fachadas de vidro e elementos naturais, é fácil associá-lo imediatamente à sustentabilidade. Mas um prédio não se torna sustentável apenas porque parece verde.

sábado, 26 de setembro de 2026

Reeducação alimentar sem dieta: como fazer mudanças que cabem na vida

 

Comer bem também é participar da vida

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Família e amigos adultos compartilhando um almoço ao ar livre, com alimentos variados e uma sobremesa sobre a mesa.
Reeducação alimentar | Blog do Vime e Requinte


Reeducação alimentar não significa viver permanentemente de dieta. Significa aprender a fazer escolhas que cuidem da saúde sem transformar cada refeição em uma prova de disciplina.

A vida real inclui comida feita em casa, mas também inclui aniversários, restaurantes, viagens, fins de semana, sobremesas e receitas afetivas. Se uma forma de alimentação só funciona quando nada foge do planejado, dificilmente será sustentável por muito tempo.

O objetivo não é comer de maneira perfeita. É construir uma rotina boa o bastante para continuar existindo mesmo quando o dia muda, surge um convite ou aparece aquela comida de que você gosta.

 

 

Reeducação alimentar não é uma dieta interminável

Muitas dietas começam com uma data e uma lista de proibições. Durante algum tempo, a pessoa tenta seguir todas as regras. Quando come algo diferente, sente que falhou e decide “recomeçar na segunda-feira”.

A reeducação alimentar propõe outra relação com a comida. Em vez de dividir os alimentos entre permitidos e proibidos, ela ajuda a observar frequência, quantidade, contexto e necessidade.

Arroz, feijão, verduras, legumes, frutas, ovos, carnes e outras preparações caseiras podem formar a base da rotina. Ao mesmo tempo, um pedaço de bolo em uma comemoração não precisa ser tratado como um desastre.

Essa liberdade não significa abandonar o cuidado. Significa compreender que saúde é construída pelo conjunto das escolhas repetidas ao longo do tempo, e não por uma refeição isolada.

 

 

O que é uma alimentação flexível na prática

Flexibilidade não é comer sem nenhum critério. Também não é passar a semana em restrição para liberar todos os excessos no fim de semana.

Na prática, ser flexível é reconhecer que os dias não são iguais. Algumas refeições serão feitas com mais planejamento; outras dependerão do que estiver disponível. Em determinados momentos haverá vontade de escolher uma fruta. Em outros, a pessoa poderá querer uma sobremesa simplesmente porque gosta dela.

Uma alimentação possível mantém uma base nutritiva sem exigir rigidez absoluta. Ela permite adaptar horários, preparações e combinações sem interpretar cada mudança como perda de controle.

Quando existe essa compreensão, a comida deixa de ocupar o lugar de prêmio, castigo ou teste moral. Ela volta a ser parte do cuidado, da cultura, do prazer e da convivência.

 

 

Aniversários não precisam começar com medo

Diante de uma festa, algumas pessoas tentam passar muitas horas sem comer para “guardar calorias”. Outras chegam com tanta fome que comem rapidamente e quase não percebem o sabor ou a quantidade.

Uma alternativa mais tranquila é manter as refeições habituais durante o dia. Chegar ao evento sem fome extrema facilita observar o que realmente desperta vontade.

Na festa, não é necessário experimentar tudo apenas porque está disponível. Também não é preciso recusar o bolo para provar que existe disciplina. É possível escolher aquilo de que se gosta, comer com atenção e aproveitar a companhia das pessoas.

O aniversário é um acontecimento social, não uma ameaça ao processo. Participar daquele momento sem culpa também faz parte de uma relação saudável com a alimentação.

 

 

Como fazer escolhas no restaurante sem transformar o almoço em cálculo

Ao comer fora, vale observar o cardápio com curiosidade, e não com tensão. Perguntar como o prato é preparado, escolher acompanhamentos que agradem e reconhecer a própria fome são atitudes mais úteis do que procurar a opção teoricamente perfeita.

Uma refeição pode reunir alimentos nutritivos e algo escolhido pelo prazer. Se houver vontade de sobremesa, ela pode ser compartilhada ou consumida na porção que pareça confortável. Não existe obrigação de pedi-la, mas também não deveria existir culpa automática por escolhê-la.

Caso o prato seja maior que a fome, não é necessário terminar apenas porque foi pago. Da mesma forma, se uma preparação não satisfizer, a experiência pode servir de aprendizado para escolhas futuras.

Comer em restaurante deixa de ser um problema quando a pessoa percebe que ainda pode decidir, mesmo fora de casa.

 

 

Viagens e fins de semana pedem adaptação

Durante uma viagem, os horários mudam, a oferta de alimentos é diferente e muitas refeições acontecem fora do ambiente habitual. Tentar reproduzir uma rotina doméstica com total precisão pode gerar mais desgaste do que cuidado.

É possível manter algumas referências simples: beber água, não passar tempo demais sem comer, incluir alimentos frescos quando estiverem disponíveis e respeitar a fome e a saciedade. Ao mesmo tempo, provar uma comida típica pode ser parte importante da experiência.

Nos fins de semana acontece algo parecido. O café da manhã pode ser mais tarde, o almoço pode reunir a família e talvez apareça uma sobremesa. Isso não exige uma segunda-feira de punição. Exige apenas um retorno natural à alimentação habitual.

A capacidade de adaptação é um sinal de maturidade alimentar. A pessoa aprende a cuidar de si em diferentes cenários, sem depender de um dia completamente previsível.

 

 

Prazer e saúde podem dividir o mesmo prato

Existe uma ideia equivocada de que a comida saudável precisa ser sem graça e de que tudo o que é gostoso deve ser consumido com culpa. Essa divisão dificulta a construção de uma rotina duradoura.

Temperos, ervas, diferentes formas de preparo e receitas de família podem tornar os alimentos cotidianos muito mais atraentes. Uma refeição com arroz, feijão, legumes e carne pode ser nutritiva, saborosa e afetiva ao mesmo tempo.

Da mesma forma, uma sobremesa pode aparecer de modo natural depois do almoço, sem receber o peso de prêmio ou transgressão.

O prazer não anula o valor nutricional de uma alimentação. Quando está integrado a uma rotina consciente, ele pode ajudar a tornar essa forma de comer mais humana e possível.

 

 

Escolher algo apenas porque gosta também pode ser uma decisão consciente

Nem toda escolha alimentar precisa ter uma justificativa nutricional. Às vezes, a pessoa come uma fatia de bolo porque é aniversário de alguém querido. Experimenta um prato porque faz parte da cultura do lugar. Aceita uma receita porque ela desperta uma lembrança boa.

A consciência está em fazer essa escolha com presença. É diferente saborear algo desejado e comer automaticamente tudo o que aparece pela frente.

Antes de escolher, pode ser útil perceber: eu realmente quero esse alimento? Ele me dará prazer agora? Existe espaço confortável para comê-lo?

Não se trata de criar mais uma regra. Trata-se de recuperar a capacidade de decidir em vez de agir apenas por impulso, pressão social ou medo de desperdiçar.

 

 

Por que compensar um excesso com restrição costuma dificultar o retorno

Depois de comer além do que gostaria, é comum surgir a vontade de compensar. A pessoa pensa em pular refeições, retirar vários alimentos ou passar o dia seguinte quase sem comer.

Essa reação pode prolongar o problema. A restrição aumenta a fome, ocupa a mente com pensamentos sobre comida e pode favorecer um novo episódio de exagero.

Uma resposta mais cuidadosa é reconhecer o desconforto e retomar as refeições habituais quando a fome reaparecer. Não é necessário punir o corpo. O episódio pode ser observado para compreender o que aconteceu: fome acumulada, pressa, ansiedade, distração ou simplesmente dificuldade de perceber a saciedade naquele ambiente.

Aprender com a situação é mais produtivo do que tentar apagá-la por meio de castigo.

 

 

Como voltar à rotina depois de um dia diferente

Voltar não precisa ser um grande acontecimento. Não é necessário esperar a próxima segunda-feira, comprar produtos especiais ou criar um cardápio restritivo.

A retomada acontece na refeição seguinte. Pode ser um café da manhã habitual, um almoço caseiro ou um jantar simples preparado com o que já existe em casa.

Também não é preciso tornar a refeição seguinte artificialmente pequena. O caminho é voltar a comer de acordo com a fome, escolhendo preparações que ofereçam conforto e nutrição.

Quanto mais natural for esse retorno, menor será o risco de transformar um dia diferente em vários dias de abandono. A habilidade mais importante não é nunca sair do planejado. É saber regressar sem drama.

 

 

Uma alimentação que acompanha as fases da vida

A forma de comer precisa se adaptar às mudanças de idade, trabalho, saúde, renda, família e rotina. O que funciona hoje talvez precise de ajustes no futuro.

Pode haver uma fase com mais tempo para cozinhar e outra em que será necessário simplificar. Algumas pessoas passam a morar sozinhas; outras começam a cozinhar para filhos, pais ou netos. Também podem surgir orientações médicas específicas que exigem acompanhamento profissional.

Por isso, a reeducação alimentar não deve ser uma fórmula fechada. Ela precisa oferecer referências que continuem úteis em diferentes momentos: valorizar alimentos in natura ou minimamente processados, cozinhar quando possível, comer com atenção e construir refeições adequadas à própria realidade.

A estrutura permanece, mas a maneira de colocá-la em prática pode mudar.

 

 

Quando a boa escolha deixa de parecer castigo

Um dos sinais mais importantes de mudança aparece quando a pessoa não sente que está permanentemente cumprindo uma pena.

Ela prepara uma refeição caseira porque gosta de como se sente depois. Escolhe uma fruta em determinado momento porque aquilo realmente combina com sua fome. Em outro dia, come uma sobremesa sem transformar essa decisão em motivo para desistir.

A alimentação deixa de ser uma disputa entre controle e culpa. As escolhas ficam mais naturais, ajustáveis e conscientes.

É nesse ponto que a reeducação alimentar começa a caber verdadeiramente na vida. Não porque todas as refeições se tornaram perfeitas, mas porque a pessoa aprendeu a cuidar de si sem precisar se afastar da família, das comemorações, dos sabores e dos momentos que também alimentam a história.

 

 

Liberdade alimentar também precisa de cuidado

Flexibilidade não substitui orientações individuais quando existe diabetes, doença renal, alergia, transtorno alimentar ou outra condição que exija acompanhamento. Nessas situações, médico e nutricionista podem ajudar a adaptar as escolhas com segurança.

Para a maioria das pessoas, porém, existe uma ideia essencial a guardar: uma refeição diferente não desfaz uma rotina inteira.

Comer bem é poder cuidar da saúde, sentir prazer e participar da vida. Quando essas partes conseguem permanecer juntas, a mudança deixa de ser temporária e passa a acompanhar a pessoa de maneira muito mais verdadeira.

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Cores que valorizam o vime sem deixar a casa sem personalidade


Uma casa ganha identidade quando as escolhas revelam quem vive nela — e não apenas o que está na moda. 🌿

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Sala moderna e acolhedora com uma poltrona adulta de vime natural como protagonista. Parede verde-oliva, almofada terracota, vaso azul acinzentado e detalhes em amarelo amanteigado formam uma composição colorida, sofisticada e equilibrada.
Vime com cor | Blog do Vime e Requinte


Durante muito tempo, o vime foi apresentado quase sempre da mesma maneira: cercado por bege, branco, madeira clara e outros tons neutros. Essa combinação pode ser bonita e tranquila, mas está longe de ser a única possibilidade.

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Saúde, educação e segurança: como saber se uma promessa pode ser cumprida?

 

Antes de confiar em uma nova promessa, observe o que o candidato já fez com o poder que recebeu

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Ônibus circula por avenida brasileira com escola pública, unidade de saúde, trabalhadores e famílias ao fundo.

Promessa possível | Blog do Vime e Requinte

 

 

Uma cidade em movimento revela, todos os dias, o tamanho da responsabilidade de quem governa. O ônibus passa, a escola abre os portões, a unidade de saúde recebe pacientes, trabalhadores seguem para seus empregos e famílias esperam encontrar segurança nas ruas.

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Quando alguém da família começa a se isolar: como se aproximar sem pressionar

 

Ficar por perto também é uma forma de cuidar.

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Pai de meia-idade e filho jovem adulto caminham lado a lado em parque arborizado, representando aproximação familiar sem pressão.
Quando o silêncio cresce | Blog do Vime e Requinte


Às vezes, a distância não começa com uma porta batida, uma mudança brusca ou uma grande discussão. Ela começa de forma silenciosa: a pessoa passa mais tempo no quarto, fala menos durante as refeições, evita programas simples, responde com poucas palavras, parece presente no corpo, mas ausente no vínculo.

terça-feira, 22 de setembro de 2026

Check-up Feminino: O Que Priorizar e Quais Exames Não Precisam Ser Feitos Todo Ano

 

 

CHECK-UP NÃO É UMA LISTA IGUAL PARA TODAS

Blog do Vime e Requinte  

 

Mulher adulta realizando coleta de sangue durante check-up feminino em uma clínica moderna.
Check-up feminino | Blog do Vime e Requinte


Não existe um pacote universal de exames que todas as mulheres devam repetir anualmente.

Uma mulher com histórico familiar de câncer de mama pode precisar de acompanhamento diferente daquela que não apresenta risco aumentado. Da mesma forma, hipertensão, diabetes, colesterol elevado, tabagismo, sedentarismo, uso prolongado de determinados medicamentos ou sintomas recentes podem mudar completamente a avaliação.

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Bullying escolar: direitos e proteção — como identificar e agir

 

Nem todo conflito é bullying. Mas, quando a intimidação se repete, a criança precisa encontrar adultos preparados para ouvir, registrar e proteger.

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Criança em ambiente escolar conversando com uma educadora de forma acolhedora, representando proteção e apoio diante do bullying escolar.
Bullying escolar | Blog do Vime e Requinte

 

Uma criança nem sempre chega em casa dizendo: “Estou sofrendo bullying”.

Às vezes, ela apenas começa a pedir para não ir à escola.

Em outros casos, fica mais quieta depois da aula, perde objetos com frequência, abandona atividades de que gostava ou demonstra medo de determinadas pessoas e situações.

Essas mudanças não provam, sozinhas, que exista bullying. Mas merecem atenção.

Para a família, o primeiro passo não precisa ser encontrar imediatamente um culpado. Precisa ser criar um espaço em que a criança se sinta segura para contar o que está acontecendo.

domingo, 20 de setembro de 2026

Tecnologia e sustentabilidade: como pequenas mudanças de hábito fazem grande diferença

 

Quando a tecnologia simplifica boas escolhas, pequenas atitudes podem transformar a rotina.
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Mulher usando celular em casa iluminada naturalmente, representando tecnologia, consumo consciente e hábitos sustentáveis no cotidiano.
Tecnologia que transforma hábitos | Blog do Vime e Requinte

 

A tecnologia está cada vez mais presente em nossa rotina. Ela ajuda a organizar compromissos, acompanhar gastos, controlar equipamentos e até perceber desperdícios que antes passavam despercebidos.

sábado, 19 de setembro de 2026

Como transformar uma escolha saudável em hábito


Blog do Vime e Requinte


Mulher organizando frutas, verduras e alimentos frescos sobre uma mesa de madeira após chegar das compras.
Hábito saudável | Blog do Vime e Requinte



O difícil não é saber. É conseguir repetir.

Quase todo mundo conhece pelo menos algumas escolhas que poderiam melhorar a alimentação: beber mais água, incluir frutas, comer mais vegetais, preparar comida em casa ou diminuir a frequência de alimentos ultraprocessados.

O problema é que saber o que fazer não significa conseguir fazer todos os dias.

É justamente aí que muitas tentativas de reeducação alimentar se perdem.

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Dentro e fora conectados: como o vime une casa e varanda

 

Dentro e fora em perfeita harmonia.

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Descrição da imagem: Sala contemporânea integrada a uma varanda coberta, com passagem ampla e livre. No interior, uma poltrona adulta de vime castanho com pés compridos e proporções realistas. Na varanda, um banco de fibra trançada em linguagem semelhante, sem repetir o mesmo móvel. Plantas, madeira, tecidos neutros e pequenos detalhes em verde e terracota conectam visualmente os ambientes.
Vime entre sala e varanda | Blog do Vime e Requinte

 

Há casas em que a sala parece terminar exatamente na porta da varanda. Mesmo lado a lado, os dois ambientes apresentam cores, materiais e estilos tão diferentes que parecem não pertencer ao mesmo lugar.

Em uma casa visualmente bem resolvida, essa passagem acontece de maneira mais natural. O olhar atravessa a porta, reconhece elementos familiares e percebe que existe uma ligação entre o interior e o exterior.

Isso não significa decorar sala e varanda de forma idêntica. A verdadeira integração nasce quando os espaços compartilham uma mesma linguagem — e o vime, com sua textura artesanal e aparência acolhedora, pode ser o elo perfeito entre eles.

1. A casa não termina na porta da varanda

A varanda não precisa ser tratada como uma área isolada ou como um espaço que só recebe atenção quando sobra tempo. Ela faz parte da experiência da casa.

Quando vista da sala, a varanda participa da decoração mesmo que a porta permaneça fechada. Suas cores, plantas, móveis e objetos entram no campo de visão e influenciam a sensação de organização do interior.

Por isso, vale observar os dois ambientes ao mesmo tempo:

  • O que se vê da sala quando olhamos para a varanda?
  • As cores parecem conversar?
  • Existe algum elemento que conduza o olhar de um espaço ao outro?
  • A passagem está livre e convidativa?

Às vezes, uma pequena mudança de posição já transforma essa relação. Uma poltrona voltada para a abertura, um vaso bem colocado ou um cesto próximo à porta podem suavizar a divisão e criar continuidade.

2. O que faz dois espaços parecerem conectados

A integração visual pode ser criada por quatro elementos principais: cores, materiais, texturas e repetição discreta.

Não é necessário usar os mesmos móveis dos dois lados. Basta escolher detalhes que pertençam à mesma família visual.

Se a sala tem madeira em tom médio, por exemplo, a varanda pode receber um banco de vime castanho. Se o interior possui almofadas verdes, esse tom pode reaparecer nas plantas ou em um pequeno detalhe do lado de fora.

A conexão acontece quando o olhar encontra pontos de familiaridade.

Uma casa bem resolvida faz os ambientes conversarem.

3. O vime como elo entre interior e exterior

O vime possui uma qualidade especialmente interessante: ele combina com ambientes internos e também remete imediatamente à natureza.

Na sala, pode aparecer em uma poltrona, luminária, bandeja, revisteiro ou cesto. Na varanda, a mesma linguagem pode surgir em um banco, uma mesa lateral, um cachepô ou um conjunto de assentos.

Entretanto, é importante escolher o material de acordo com o nível de exposição.

O vime natural funciona melhor em interiores e varandas cobertas, protegidas da chuva, da umidade constante e do sol intenso. Em áreas mais expostas, peças de fibra sintética apropriadas para uso externo costumam oferecer maior resistência e facilidade de manutenção.

A escolha correta preserva a beleza do móvel e evita que a tentativa de integrar os espaços se transforme em desgaste prematuro.

4. Repetir sem copiar

Integração não significa comprar duas peças iguais e colocar uma na sala e outra na varanda. A repetição mais elegante é aquela que aparece de maneira sutil.

Uma poltrona de vime natural no interior pode conversar com um banco de fibra sintética na varanda. Um cesto claro na sala pode ser acompanhado por cachepôs em tom semelhante do lado de fora.

A forma também pode criar ligação. Linhas arredondadas, tramas abertas ou detalhes artesanais podem reaparecer em peças diferentes, mantendo uma unidade sem deixar a decoração previsível.

O segredo é repetir a linguagem, não necessariamente o objeto.

Conectar espaços não é repetir. É criar continuidade.

5. Sala e varanda podem conversar pela cor

A cor é uma das maneiras mais simples de aproximar ambientes.

Tons naturais, verdes, terracota, madeira, areia, bege e outros neutros quentes combinam muito bem com o vime e facilitam a transição entre dentro e fora.

Uma base neutra pode receber pontos de cor inspirados na paisagem. O verde pode surgir nas almofadas da sala e continuar nas plantas da varanda. A terracota pode aparecer em um vaso interno e reaparecer em detalhes externos.

Também é possível explorar diferentes acabamentos do próprio vime. Além do natural, peças em tom tabaco, castanho ou branco podem ajudar a criar uma composição mais personalizada.

Não é preciso utilizar todas essas cores. Duas ou três tonalidades bem escolhidas já são suficientes para produzir unidade.

6. A importância da circulação

Dois ambientes não estão verdadeiramente conectados quando a passagem entre eles é difícil.

Móveis grandes próximos à porta, vasos mal posicionados, tapetes que atrapalham o movimento e excesso de objetos podem criar uma barreira física, mesmo quando a decoração parece bonita.

Antes de acrescentar novas peças, observe o caminho usado pelas pessoas. A circulação precisa ser livre, intuitiva e confortável.

Também vale evitar que poltronas ou sofás fiquem completamente de costas para a varanda. Sempre que a disposição permitir, direcione parte do mobiliário para a abertura ou organize um pequeno canto de convivência próximo a ela.

Uma passagem desimpedida faz o espaço parecer mais amplo e convida a varanda a participar da rotina.

7. Plantas ajudam a apagar a fronteira entre dentro e fora

As plantas são pontes naturais entre os ambientes.

Quando aparecem apenas na varanda, a separação pode permanecer muito marcada. Ao trazer um pouco de verde para perto da porta ou para dentro da sala, criamos uma transição mais suave.

Não é necessário transformar o interior em uma floresta. Uma planta de porte médio, um pequeno arranjo ou algumas folhagens já podem cumprir esse papel.

Cestos e cachepôs de vime ajudam a reforçar a conexão. Um cachepô dentro da sala pode dialogar com vasos de outros materiais na varanda, desde que as cores e proporções estejam equilibradas.

Na primavera, flores delicadas também podem entrar na composição. O ideal é escolher poucos pontos de destaque para que a casa fique viva, mas não visualmente carregada.

8. O que evitar

Algumas escolhas podem enfraquecer a continuidade entre sala e varanda:

  • Encher os dois espaços com móveis e objetos.
  • Misturar muitos estilos sem um elemento de ligação.
  • Bloquear a porta ou estreitar a passagem.
  • Colocar vime natural em uma área totalmente descoberta.
  • Escolher peças externas apenas pela aparência, sem considerar resistência e manutenção.
  • Usar tantas estampas e cores que o vime desapareça na composição.
  • Tentar deixar os ambientes exatamente iguais.

A integração precisa respeitar a função de cada lugar. A sala pode ser mais acolhedora e protegida, enquanto a varanda preserva uma atmosfera mais fresca e descontraída.

O que une os dois espaços é a sensação de pertencimento à mesma casa.

9. Pequenos elementos que fazem a integração acontecer

Nem sempre é necessário trocar os móveis principais. Elementos menores podem produzir uma mudança significativa:

  • Bandejas de vime ou fibra trançada.
  • Cestos organizadores.
  • Luminárias com trama artesanal.
  • Bancos leves.
  • Almofadas em cores relacionadas.
  • Cachepôs.
  • Mesas laterais.
  • Tapetes adequados a cada ambiente.
  • Objetos de madeira ou cerâmica.

Escolha dois ou três desses elementos e distribua-os com intenção. Um cesto ao lado do sofá, uma bandeja sobre a mesa da varanda e almofadas em tonalidades próximas podem ser suficientes para estabelecer a conversa.

A integração mais bonita costuma acontecer nos detalhes.

10. Quando a casa parece maior sem ganhar um metro sequer

A continuidade visual amplia a percepção do espaço porque o olhar deixa de encontrar uma interrupção brusca.

Quando sala e varanda compartilham cores, texturas e materiais, o cérebro passa a perceber os dois ambientes como partes de uma composição maior. A casa parece mais aberta, leve e organizada, mesmo sem qualquer mudança estrutural.

Portas de vidro limpas, cortinas que permitam boa entrada de luz e uma circulação desimpedida fortalecem ainda mais essa sensação.

O vime contribui porque leva calor e textura para o interior e, ao mesmo tempo, aproxima a casa da natureza. Ele atravessa visualmente a porta da varanda sem tornar os dois lados iguais.

Antes de começar, observe a sua casa

Fique alguns minutos na sala e olhe em direção à varanda.

Veja quais cores já existem, quais materiais podem ser repetidos e se há algum móvel bloqueando a passagem. Depois, escolha apenas um ponto de conexão para começar.

Pode ser uma cor, uma planta, um cesto ou uma pequena peça de vime.

A integração não precisa acontecer de uma só vez. Ela pode ser construída aos poucos, com escolhas coerentes e peças que realmente façam sentido para a rotina.

Conclusão

Conectar sala e varanda é permitir que o interior e o exterior contem partes da mesma história.

O vime pode conduzir essa conversa por meio de sua textura, de sua presença artesanal e de sua relação natural com madeira, plantas e tons acolhedores. Usado com equilíbrio e escolhido de acordo com o nível de exposição, ele aproxima os ambientes sem apagar a personalidade de cada um.

Quando dentro e fora conversam, a casa parece respirar melhor.

E talvez seja justamente essa a integração mais bonita: aquela que não chama atenção pelo excesso, mas pela sensação de que tudo pertence ao seu lugar.

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quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Da promessa econômica ao preço no mercado: onde a política entra nessa conta?

Grandes decisões aparecem nas pequenas despesas.

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Compras de supermercado sobre bancada de cozinha com calculadora, carteira e conta de luz, representando o impacto da economia no cotidiano.
A POLÍTICA CHEGA À CONTA | Blog do Vime e Requinte



Você entra no mercado para comprar arroz, feijão, café, carne e alguns produtos de limpeza. No caminho de casa, lembra que ainda precisa abastecer o carro e pagar a conta de luz.

Parece apenas a rotina de qualquer família.

Mas existe política econômica em boa parte dessa história.

Inflação, impostos, gastos públicos, juros, energia, combustíveis, emprego e renda podem parecer assuntos distantes quando aparecem em discursos, entrevistas e debates. Na vida cotidiana, porém, eles ganham outra forma: aparecem no preço dos produtos, nas contas da casa, no crédito, no salário e nas decisões que uma família precisa tomar para fechar o mês.

Por isso, entender economia não significa transformar o eleitor em economista.

Significa aprender a fazer perguntas melhores.

1. POR QUE ECONOMIA TAMBÉM É ASSUNTO DO ELEITOR

Quando uma proposta política promete ampliar um serviço público, criar um benefício, reduzir determinado imposto, aumentar investimentos ou oferecer algum tipo de incentivo, existe uma questão básica que deveria acompanhar a promessa:

Como isso será financiado?

O orçamento público trabalha com receitas e despesas. O próprio Tesouro Nacional define a política fiscal como o conjunto de medidas pelas quais o governo arrecada receitas e realiza despesas.

Essas escolhas podem envolver diferentes objetivos — como prestação de serviços públicos, redistribuição de renda e estabilização econômica — e também produzem consequências fiscais.

Isso significa que a discussão econômica não pertence apenas aos especialistas.

Ela também interessa a quem paga impostos, utiliza serviços públicos, trabalha, empreende, compra alimentos e precisa organizar o orçamento doméstico.

2. INFLAÇÃO E PODER DE COMPRA

Talvez poucas palavras econômicas sejam tão sentidas no cotidiano quanto inflação.

Segundo o Banco Central, inflação é o aumento dos preços de bens e serviços e implica redução do poder de compra da moeda.

É justamente por isso que uma pessoa pode entrar no supermercado com a mesma quantidade de dinheiro e perceber que consegue levar menos produtos para casa.

A inflação também não possui uma única causa. O Banco Central aponta, entre seus possíveis fatores, pressões de demanda, pressões de custos, inércia e expectativas.

Isso é importante porque impede uma conclusão simplista muito comum no debate político: atribuir todo aumento de preço a uma única decisão, pessoa ou instituição.

Economia possui várias engrenagens.

Para o consumidor, entretanto, o efeito final pode ser bastante concreto:

o dinheiro compra menos.

A estabilidade dos preços é justamente importante porque ajuda a preservar o valor da moeda e seu poder de compra.

3. IMPOSTOS E SEUS REFLEXOS SOBRE PRODUTOS E SERVIÇOS

Os tributos ajudam a financiar a atuação do Estado.

Eles estão relacionados à capacidade do poder público de manter serviços, realizar investimentos, financiar políticas públicas e cumprir diferentes obrigações.

Ao mesmo tempo, a tributação pode fazer parte da estrutura de custos e preços existente na economia.

Mas aqui também é preciso evitar explicações fáceis.

O preço encontrado pelo consumidor não depende exclusivamente de impostos. Custos de produção, matéria-prima, salários, energia, transporte, câmbio, concorrência, margens empresariais e condições de oferta e procura também podem influenciar preços.

Por isso, diante de uma proposta de aumentar ou reduzir determinado tributo, vale ir além da frase de campanha.

Pergunte:

Qual tributo será alterado?

Quem será atingido?

Quanto o governo espera arrecadar ou deixar de arrecadar?

Existe compensação prevista?

Qual efeito se espera produzir?

Uma boa análise começa quando a promessa ganha números e mecanismos.

4. GASTOS PÚBLICOS E RESPONSABILIDADE FISCAL

Gastar dinheiro público não é, por definição, algo positivo ou negativo.

Governos precisam gastar para manter escolas, hospitais, segurança, infraestrutura, programas sociais, administração pública e diversas outras atividades.

A pergunta relevante é outra:

quanto será gasto, de onde virá o recurso e quais resultados são esperados?

No Brasil, a Lei de Responsabilidade Fiscal estabelece mecanismos de prevenção e correção de situações capazes de comprometer o equilíbrio das contas públicas.

Responsabilidade fiscal, portanto, não significa simplesmente “não gastar”.

Significa considerar receitas, despesas, limites, riscos e sustentabilidade das decisões públicas.

O Tesouro Nacional acompanha receitas e despesas justamente olhando também para o equilíbrio fiscal de médio e longo prazo.

É parecido com uma regra conhecida dentro de casa: uma despesa pode ser importante e até necessária, mas isso não elimina a necessidade de saber como ela será paga.

5. EMPREGO, RENDA E AMBIENTE ECONÔMICO

Economia também chega ao cotidiano através do trabalho.

Empresas decidem se contratam, investem, ampliam instalações ou adiam projetos considerando diversos fatores: demanda, crédito, juros, custos, expectativas, produtividade e condições gerais da economia.

As decisões públicas interagem com esse ambiente.

Isso não significa que um governo controle sozinho a criação de empregos. Empresas, trabalhadores, consumidores, comércio internacional, tecnologia e condições econômicas globais também participam dessa dinâmica.

É justamente por isso que promessas sobre emprego merecem atenção especial.

Em vez de perguntar apenas:

“Quantos empregos serão criados?”

vale perguntar:

Por qual mecanismo essa proposta pretende estimular a geração de trabalho e renda?

Existe investimento?

Qualificação profissional?

Infraestrutura?

Incentivo específico?

Redução de algum obstáculo?

A resposta ajuda a separar objetivo político de mecanismo econômico.

6. COMBUSTÍVEIS, ENERGIA E TRANSPORTE

Combustível não pesa apenas no tanque do carro.

Energia não pesa apenas na conta de luz.

Transporte não pesa apenas na passagem.

Esses custos podem percorrer toda uma cadeia econômica.

Um alimento produzido longe do consumidor precisa ser transportado. Uma fábrica utiliza energia. Uma loja paga eletricidade. Empresas movimentam mercadorias. Trabalhadores precisam chegar ao emprego.

Quando custos importantes dessa cadeia mudam, diferentes setores podem ser afetados — embora a intensidade e o repasse ao consumidor variem conforme o mercado e as circunstâncias.

É por isso que discussões sobre combustível, energia e transporte não deveriam terminar no preço exibido na bomba ou na conta mensal.

Existe uma cadeia inteira atrás deles.

7. POR QUE ALGUMAS PROMESSAS EXIGEM DINHEIRO PÚBLICO PARA EXISTIR

Imagine uma proposta para construir novas unidades de saúde.

A ideia pode parecer simples quando resumida em uma frase.

Mas imediatamente aparecem outras perguntas:

Quanto custa construir?

De onde virá o terreno?

Quanto custarão equipamentos?

Quantos profissionais serão necessários?

Quem pagará salários?

Quanto custará manter a unidade funcionando nos anos seguintes?

O mesmo raciocínio vale para diferentes políticas públicas.

Algumas exigem investimento inicial. Outras criam despesas permanentes. Algumas podem envolver renúncia de receita. Outras dependem de reorganização do orçamento.

Portanto, conhecer o custo não diminui a importância social de uma proposta.

Ao contrário.

Ajuda a avaliar se existe planejamento para transformá-la em realidade.

8. QUEM PAGA A CONTA DE UMA NOVA POLÍTICA PÚBLICA?

Aqui está uma das perguntas mais úteis para qualquer cidadão:

de onde virá o dinheiro?

Recursos públicos podem ter diferentes origens e mecanismos de financiamento. O orçamento envolve arrecadação e diversas categorias de receitas, enquanto determinadas necessidades também podem envolver endividamento dentro das regras fiscais aplicáveis.

Por isso, diante de uma nova proposta, algumas possibilidades precisam ser examinadas.

Ela será financiada por receita já existente?

Haverá criação ou alteração de tributos?

Outra despesa perderá espaço?

Existe previsão de aumento de arrecadação?

Haverá impacto sobre o endividamento?

O Tesouro Transparente disponibiliza justamente informações sobre receitas, despesas, dívida pública e execução orçamentária que permitem acompanhar parte dessas escolhas.

E aqui cabe uma lembrança simples, com uma dose de humor:

Dinheiro público continua sem nascer em árvore.

Quando uma política tem custo, alguém precisa explicar sua fonte de financiamento.

9. COMO ANALISAR PROPOSTAS ECONÔMICAS SEM PRECISAR SER ECONOMISTA

Não é necessário dominar planilhas complexas ou conhecer todos os termos técnicos.

Cinco perguntas já ajudam bastante:

Quanto custa?

De onde virá o dinheiro?

Quem será beneficiado?

Quem poderá assumir o custo?

Como será possível verificar depois se a promessa funcionou?

Há ainda uma sexta pergunta importante:

Existe informação pública que permita conferir esses números?

O Portal da Transparência permite consultar informações do orçamento federal, enquanto o Tesouro Transparente disponibiliza dados sobre contas públicas, receitas, despesas e dívida.

O Banco Central oferece informações sobre inflação, juros e política monetária.

São ferramentas que permitem ao cidadão sair do discurso e procurar evidências.

10. GRANDES DECISÕES APARECEM NAS PEQUENAS DESPESAS

Política econômica pode parecer distante quando é apresentada em bilhões de reais, percentuais, metas fiscais e gráficos.

Mas ela se torna muito mais compreensível quando observamos seus canais de transmissão para a vida cotidiana.

O preço do mercado.

A prestação.

A conta de energia.

O combustível.

O crédito.

O emprego.

O salário.

Nenhum desses elementos depende exclusivamente de uma única decisão política. A economia é resultado da interação entre políticas públicas, empresas, consumidores, instituições, mercados e acontecimentos nacionais e internacionais.

Por isso, consciência econômica não significa procurar uma explicação simples para tudo.

Significa justamente desconfiar das explicações simples demais.

Na próxima vez que uma promessa econômica parecer extraordinária, talvez a pergunta mais importante não seja apenas:

“O que estão prometendo?”

Mas também:

“Quanto custa, de onde virá o dinheiro e como poderei conferir o resultado?”

Porque, no final, grandes decisões econômicas podem aparecer justamente onde menos parecem grandiosas:

nas pequenas despesas de todos os dias.

FONTE ÂNCORA — PARA IR ALÉM DO DISCURSO

Tesouro Nacional — Tesouro Transparente

O Tesouro Transparente reúne informações oficiais sobre receitas, despesas, dívida pública, execução orçamentária e estatísticas fiscais brasileiras. É uma boa fonte para quem deseja compreender como os recursos públicos são arrecadados e utilizados — inclusive com conteúdos apresentados para pessoas que não dominam o chamado “economês”.

Leitura complementar: Tesouro Transparente — www.tesourotransparente.gov.br

Outras fontes oficiais consultadas

Banco Central do Brasil — conteúdos sobre inflação, poder de compra e mecanismos de transmissão da política monetária.

Portal da Transparência do Governo Federal — orçamento público federal.

Secretaria do Tesouro Nacional — política fiscal, execução orçamentária e financeira e Lei de Responsabilidade Fiscal.

Blog do Vime e Requinte

Informação para compreender. Consciência para escolher.



quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Você tem tudo, por que está triste?: frases bem-intencionadas que podem aumentar a solidão


 Às vezes, presença acolhe mais que respostas.

 

 

Duas mulheres adultas conversam em um café tranquilo, enquanto uma escuta a outra com atenção e acolhimento, junto a detalhes de vime natural.
Palavras que acolhem | Blog do Vime e Requinte

 

Quando alguém que amamos não está bem, é natural tentar animar, aconselhar ou mostrar o lado bom da vida.

terça-feira, 15 de setembro de 2026

SAÚDE HORMONAL FEMININA: O QUE OS HORMÔNIOS REALMENTE PODEM

 

 

Seu corpo dá sinais. Entender é o primeiro cuidado.

Blog do Vime e Requinte

 
Mulher adulta observa alterações na pele do rosto diante do espelho enquanto se arruma com amigas no cinema.
Saúde Hormonal | Blog do Vime e Requinte

Cansaço, alterações de humor, dificuldade para dormir, queda de cabelo e ganho de peso costumam despertar uma suspeita imediata: “Será que são os hormônios?”

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Psicólogo infantil: quando procurar ajuda

 

Entender os sinais e buscar orientação no momento certo pode ajudar a criança a atravessar dificuldades emocionais com mais segurança.

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Sala infantil brasileira acolhedora, clara e organizada. Uma criança participa tranquilamente de uma atividade de desenho em uma pequena mesa, enquanto uma psicóloga acompanha de forma natural e respeitosa. Livros, brinquedos educativos e um discreto cesto de vime ajudam a criar um ambiente seguro e confortável. Sem divã, jaleco, aparência hospitalar ou dramatização.
Psicólogo infantil |
Blog do Vime e Requinte


 

Nem toda mudança de comportamento significa que uma criança precisa de terapia. A infância é marcada por fases, descobertas, medos, frustrações e adaptações.

Mas existem momentos em que determinadas dificuldades permanecem, tornam-se intensas ou começam a interferir na rotina, na escola, nas relações e no bem-estar da criança.

Nessas situações, procurar um psicólogo infantil não significa necessariamente que exista um transtorno. A avaliação profissional pode ajudar a família a compreender o que está acontecendo e quais caminhos são mais adequados para aquela criança.

 

 

O que faz um psicólogo infantil?

O psicólogo infantil trabalha com aspectos emocionais, comportamentais e relacionais da criança, considerando também sua fase de desenvolvimento e o contexto em que ela vive.

Dependendo da idade e da abordagem profissional, conversas, desenhos, histórias, jogos e brincadeiras podem fazer parte dos atendimentos.

Esses recursos não são apenas uma forma de entretenimento. Na infância, brincar também pode ser uma maneira de comunicar sentimentos, experiências e dificuldades que ainda são difíceis de explicar em palavras.

O Conselho Federal de Psicologia estabelece princípios e deveres para a prática da psicoterapia, incluindo cuidados específicos no atendimento de crianças e adolescentes, como questões relacionadas ao sigilo e à participação dos responsáveis.

 

 

Orientação pontual ou acompanhamento psicológico?

Nem toda procura por um psicólogo resulta em um acompanhamento prolongado.

Em algumas situações, a família pode precisar inicialmente de avaliação e orientação para compreender determinado comportamento ou enfrentar uma mudança específica.

Em outras, o profissional pode identificar que um acompanhamento psicológico é indicado.

A necessidade, os objetivos e a frequência dos encontros devem ser definidos individualmente. Não existe um número de sessões que sirva igualmente para todas as crianças.

 

 

Quais mudanças merecem atenção?

Um comportamento isolado deve ser observado dentro do contexto. O que merece atenção especial é a combinação entre intensidade, duração, frequência e impacto na vida cotidiana.

Alguns exemplos que podem justificar uma conversa com um profissional são:

  • mudança acentuada e persistente de comportamento;
  • isolamento ou dificuldade importante de convivência;
  • medos que começam a limitar atividades cotidianas;
  • irritabilidade ou explosões emocionais frequentes;
  • dificuldades persistentes relacionadas à escola;
  • alterações importantes no sono ou na alimentação;
  • regressões significativas em comportamentos já adquiridos;
  • sofrimento relacionado à própria imagem ou capacidade;
  • queixas físicas recorrentes associadas a momentos de tensão;
  • perda de interesse por brincadeiras ou atividades anteriormente apreciadas.

Um desses sinais, sozinho, não permite concluir que exista um problema psicológico. O contexto da criança precisa ser considerado.

 

 

Mudanças bruscas de comportamento merecem ser investigadas

Quando uma criança que costumava conversar passa a se isolar, ou quando aparecem alterações intensas e persistentes sem uma explicação clara, vale observar o que mudou ao redor dela.

Perguntas simples podem ajudar:

Quando essa mudança começou?

Acontece em casa, na escola ou nos dois ambientes?

Houve algum acontecimento importante recentemente?

Conversar com professores e outros adultos que convivem regularmente com a criança também pode oferecer informações úteis.

O objetivo não é procurar culpados, mas compreender melhor o cenário.

 

 

Luto, separação e mudanças também afetam as crianças

A criança pode precisar de ajuda não apenas diante de sintomas persistentes, mas também para atravessar acontecimentos difíceis.

Morte de alguém próximo, separação dos pais, mudança de cidade ou escola, conflitos familiares e outras rupturas importantes podem provocar reações diferentes.

Algumas crianças falam sobre o que sentem. Outras demonstram por meio do comportamento.

Dar espaço para perguntas, manter rotinas possíveis e evitar colocar a criança no centro dos conflitos dos adultos são atitudes importantes.

Quando o sofrimento permanece ou interfere significativamente na vida cotidiana, uma avaliação profissional pode ser útil.

 

 

E quando a dificuldade aparece na socialização?

Nem toda criança precisa ser expansiva ou ter muitos amigos.

Timidez e preferência por grupos pequenos, por exemplo, não são automaticamente sinais de problema.

A atenção aumenta quando a criança deseja se relacionar, mas sofre de maneira persistente porque não consegue, evita sistematicamente situações sociais por medo ou apresenta dificuldades que prejudicam sua participação na escola e em outros ambientes.

Nesse caso, é importante compreender o motivo da dificuldade antes de tentar simplesmente fazer a criança “se soltar”.

 

 

Como funciona a primeira consulta?

O processo pode variar conforme a idade da criança, a situação apresentada e a abordagem do profissional.

É comum que exista inicialmente uma conversa com os responsáveis para conhecer o desenvolvimento da criança, sua rotina, relações familiares, vida escolar e o motivo da procura.

Depois, o profissional organiza a avaliação e os atendimentos de maneira adequada à faixa etária.

Um ambiente com livros, brinquedos, jogos, materiais de desenho ou outros recursos pode fazer parte desse trabalho.

A regulamentação profissional também contempla cuidados relacionados à psicoterapia de crianças e adolescentes e ao espaço utilizado para o atendimento.

 

 

Qual é a participação dos pais?

O acompanhamento infantil não acontece completamente separado da família.

Os responsáveis podem participar de entrevistas, receber orientações e ajudar a colocar determinadas estratégias em prática no cotidiano.

Ao mesmo tempo, a criança precisa encontrar no atendimento um espaço seguro de expressão.

Isso exige equilíbrio entre participação familiar, proteção da criança e sigilo profissional.

Por isso, é importante conversar com o psicólogo sobre como serão realizadas as devolutivas aos responsáveis e quais são os limites de confidencialidade do atendimento.

 

 

Quanto tempo dura o acompanhamento?

Não existe prazo universal.

Uma criança pode precisar de um período relativamente curto de acompanhamento, enquanto outra situação pode exigir um trabalho mais longo.

A duração depende de fatores como:

  • motivo da procura;
  • intensidade das dificuldades;
  • objetivos estabelecidos;
  • contexto familiar e escolar;
  • evolução observada durante o processo.

O acompanhamento deve ser revisto ao longo do tempo, e os responsáveis podem conversar com o profissional sobre objetivos e evolução.

 

 

Como escolher um psicólogo para a criança?

Além de verificar a qualificação profissional, observe se existe experiência ou atuação relacionada à infância e se a forma de trabalho é explicada claramente aos responsáveis.

Na conversa inicial, vale perguntar como funciona o atendimento, qual será a participação da família, como são realizadas as devolutivas e quais são os objetivos propostos.

Também é importante que a criança seja tratada com respeito e que o ambiente ofereça condições adequadas ao atendimento.

A Psicologia trabalha com princípios éticos relacionados à dignidade, autonomia e proteção integral de crianças e adolescentes.

 

 

E quando a família não pode pagar atendimento particular?

O atendimento particular não é a única possibilidade.

No SUS, a Unidade Básica de Saúde (UBS) é uma importante porta de entrada para o cuidado em saúde, inclusive em saúde mental. A equipe pode realizar o acolhimento e organizar o cuidado ou encaminhar para outros serviços quando necessário.

Existem também os Centros de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSi), direcionados principalmente a crianças e adolescentes em situações de sofrimento psíquico intenso. Os CAPS contam com equipes multiprofissionais e integram a Rede de Atenção Psicossocial.

A disponibilidade dos serviços varia conforme o município. A família pode procurar a UBS de referência ou a Secretaria Municipal de Saúde para saber quais atendimentos existem na região.

 

 

Procurar ajuda não significa colocar um rótulo na criança

Esse talvez seja um dos receios mais comuns das famílias.

Avaliar não é automaticamente diagnosticar.

A avaliação serve justamente para compreender o que está acontecendo e verificar se existe necessidade de intervenção — e qual intervenção faz sentido.

Também é importante evitar transformar comportamentos normais da infância em problemas clínicos.

Uma criança pode ficar triste, sentir medo, frustrar-se, ter dificuldades em determinada fase ou precisar de algum tempo para se adaptar.

O ponto de atenção surge principalmente quando o sofrimento é intenso, persistente ou começa a prejudicar significativamente sua vida cotidiana.

 

 

A família também faz parte do cuidado

Cuidar da saúde emocional infantil não depende apenas do que acontece dentro de uma sessão.

Rotina, vínculos afetivos, escola, condições de vida e relações familiares também influenciam o desenvolvimento.

O próprio Ministério da Saúde destaca a importância da parceria entre família, comunidade e profissionais de saúde, assistência social e educação no cuidado e no desenvolvimento integral das crianças.

Por isso, buscar ajuda profissional não substitui o acolhimento familiar.

Os dois podem caminhar juntos.

 

 

Quando procurar ajuda?

Não é necessário esperar a situação chegar ao limite.

Quando os responsáveis percebem mudanças persistentes, sofrimento significativo ou prejuízo na rotina, uma avaliação pode esclarecer dúvidas e orientar os próximos passos.

Em situações de sofrimento psíquico intenso ou crise, a procura deve ser mais rápida. A rede pública dispõe de UBS, CAPS/CAPSi e serviços de urgência e emergência conforme a gravidade da situação.

Observar, conversar e procurar orientação quando necessário são formas de cuidado.

Às vezes, a família descobrirá que a criança está atravessando uma fase que pode ser acompanhada com algumas mudanças no cotidiano.

Em outras situações, o acompanhamento profissional será indicado.

Em ambos os casos, compreender o que a criança está tentando comunicar é um bom ponto de partida.

 

Para guardar

Nem todo comportamento difícil precisa de terapia. Mas todo sofrimento persistente merece ser ouvido.

Buscar orientação profissional não precisa ser o último recurso. Pode ser justamente uma maneira cuidadosa de compreender a criança antes que uma dificuldade se torne maior.

Fontes para leitura complementar

Conselho Federal de Psicologia (CFP) — estabelece referências éticas e técnicas para a atuação profissional da Psicologia, inclusive na psicoterapia com crianças e adolescentes.

Ministério da Saúde — mantém informações sobre saúde da criança e sobre a Rede de Atenção Psicossocial, incluindo UBS, CAPS e CAPSi.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação individual realizada por profissional habilitado.

domingo, 13 de setembro de 2026

Gadgets sustentáveis: pequenos dispositivos que ajudam a economizar no dia a dia

 

Pequena tecnologia, escolhas mais conscientes. 

Blog do Vime e Requinte


Gadgets sustentáveis para economizar energia e água, reduzir desperdícios e tornar a rotina doméstica mais prática e consciente.
Gadgets sustentáveis | Blog do Vime e Requinte

 

Quando pensamos em tecnologia sustentável dentro de casa, é comum imaginar grandes investimentos:

eletrodomésticos modernos, painéis solares, sistemas completos de automação ou equipamentos sofisticados.

Mas a tecnologia também pode ajudar de uma maneira muito menor, prática e acessível.

Uma tomada que desliga um aparelho no horário programado, um sensor que evita uma luz acesa sem necessidade, um arejador que reduz a vazão da torneira ou um pequeno sistema de irrigação podem atuar justamente nos desperdícios que acontecem todos os dias.

Esses pequenos dispositivos são frequentemente apresentados como gadgets sustentáveis. Alguns realmente podem contribuir para uma rotina mais econômica. Outros acrescentam tecnologia sem necessariamente trazer economia ou benefício ambiental.

sábado, 12 de setembro de 2026

Fome ou vontade de comer? Aprenda a reconhecer os sinais do corpo

 

Reeducação alimentar começa também pela percepção

Blog do Vime e Requinte

 

 

Pessoa fazendo uma pausa diante de uma refeição para perceber os sinais de fome e saciedade.
Fome e saciedade | Blog do Vime e Requinte



Nem toda vontade de comer significa que o corpo está realmente pedindo alimento. Às vezes, abrimos a geladeira porque chegou determinado horário, pegamos alguma coisa enquanto assistimos à televisão ou sentimos uma vontade repentina de comer justamente aquele doce que está no armário.

Isso não significa que exista algo errado. Nosso comportamento alimentar é influenciado pelo corpo, pelos sentidos, pelas emoções, pelo ambiente e pelos hábitos que construímos ao longo da vida.

Por isso, depois de observar quando e como comemos, o próximo passo da reeducação alimentar é aprender a perceber melhor o que o corpo está comunicando.

Fome, vontade de comer e saciedade não são exatamente a mesma coisa. Reconhecer essas diferenças pode tornar as escolhas alimentares mais conscientes — sem precisar transformar cada refeição em uma coleção de regras.



Nem toda vontade de comer começa no estômago

Imagine que você terminou o almoço e, algum tempo depois, vê uma sobremesa que adora. De repente surge vontade de comer.

Em outra situação, você passa várias horas sem se alimentar e começa a perceber sinais físicos que aumentam gradualmente.

As duas experiências podem terminar da mesma maneira — comendo —, mas não começaram necessariamente pelo mesmo motivo.

A fome física está ligada à necessidade de energia e nutrientes do organismo. Já a vontade de comer pode surgir mesmo sem uma necessidade física evidente.

E existe ainda o hábito. Quem costuma tomar café acompanhado de um biscoito, por exemplo, pode sentir vontade do biscoito simplesmente porque aquela combinação se tornou familiar.

Aprender a perceber essas diferenças não significa que só podemos comer quando sentimos fome física. Significa apenas conhecer melhor aquilo que está influenciando nossa decisão.



Como a fome física costuma aparecer

A fome física geralmente não surge como um interruptor que liga de repente. Ela tende a aparecer aos poucos.

Algumas pessoas percebem vazio ou movimentos no estômago. Outras notam queda de energia, dificuldade de concentração, irritabilidade ou simplesmente uma sensação crescente de que precisam fazer uma refeição.

Esses sinais não são idênticos para todo mundo. Horários, rotina, atividade física, sono e composição das refeições também podem influenciar a experiência.

O mais importante não é decorar uma lista de sintomas, mas começar a reconhecer como a fome costuma aparecer em você.

Essa percepção fica mais fácil quando paramos de tratar o corpo como se ele precisasse obedecer exatamente ao mesmo padrão todos os dias.



Quando a vontade pede um alimento específico

Existe uma diferença interessante entre sentir que comeria uma refeição e pensar: “Eu quero chocolate.”

A vontade específica costuma apontar para uma experiência desejada: determinado sabor, textura, cheiro ou sensação.

Ela pode surgir ao passar diante de uma padaria, ver alguém comendo, assistir a um vídeo de receita ou simplesmente lembrar de um alimento.

Isso mostra como nossos sentidos participam da alimentação.

O cheiro de pão recém-assado pode despertar vontade mesmo quando não estávamos pensando em comida. Uma sobremesa bonita sobre a mesa chama atenção. Um pacote aberto e visível pode ser consumido com mais facilidade simplesmente porque está ao alcance dos olhos.

Perceber essa influência já muda muita coisa: passamos a compreender que algumas escolhas não começam apenas dentro do corpo — começam também ao nosso redor.



Estresse, tédio e rotina também podem se parecer com fome

Comer também está ligado a conforto, celebração, descanso e convivência. Por isso, emoções e situações cotidianas podem despertar vontade de comer.

Depois de um dia cansativo, alguém pode procurar determinado alimento porque o associa a relaxamento. Em uma tarde sem muita atividade, outra pessoa pode visitar a cozinha várias vezes simplesmente porque está entediada.

Não é necessário transformar isso em culpa.

Uma pergunta mais útil é:

“O que eu estou procurando neste momento?”

Às vezes a resposta será comida — e tudo bem. Em outras ocasiões, pode ser descanso, distração, companhia ou apenas uma pausa.

O objetivo dessa pergunta não é impedir alguém de comer. É criar alguns segundos de consciência entre o impulso e a ação.



A saciedade também precisa ser percebida

Se a fome nos ajuda a perceber quando começar a comer, a saciedade participa da outra ponta da refeição.

Mas existe uma dificuldade: muitas vezes só percebemos que comemos demais quando já estamos desconfortáveis.

A saciedade não precisa significar estar com o estômago completamente cheio. Ela pode aparecer como uma redução da fome, uma sensação de conforto e uma diminuição natural do interesse pela comida.

Aprender a reconhecer esse momento pode levar tempo, principalmente para quem se acostumou a comer seguindo apenas sinais externos — como terminar obrigatoriamente tudo o que está no prato.

Aqui também não existe necessidade de perfeição. A proposta é observar.



A velocidade da refeição pode mudar nossa percepção

Quando uma refeição acontece muito rapidamente, nossa atenção pode ficar concentrada apenas no ato de terminar.

Isso acontece facilmente diante do celular, da televisão, durante o trabalho ou quando estamos com muita pressa.

Comer mais devagar não precisa virar uma regra artificial, com número determinado de mastigações ou cronômetro sobre a mesa.

Uma estratégia muito mais simples é criar pequenas oportunidades de atenção durante a refeição.

Perceber o sabor. Apoiar os talheres por alguns instantes. Conversar quando estiver acompanhado. Notar se aquela fome intensa do começo continua igual.

São pausas naturais, não um ritual obrigatório.



Experimente uma pequena pausa antes de comer

Antes de algumas refeições desta semana, experimente observar por alguns segundos:

Estou com fome?

Essa fome apareceu aos poucos ou a vontade surgiu de repente?

Existe algum alimento específico que estou querendo?

Estou cansado, ansioso, entediado ou apenas seguindo um hábito?

Não é necessário fazer esse exercício todas as vezes que for comer.

Muito menos usar as respostas para se proibir de alguma coisa.

A proposta é quase investigativa: descobrir como corpo, ambiente e rotina participam das escolhas alimentares.

Quanto mais natural essa observação se torna, menos precisamos depender de regras externas para compreender o que está acontecendo.



Terminar confortável pode ser diferente de terminar cheio

Existe uma diferença entre sair de uma refeição satisfeito e sair dela sentindo que mal consegue se movimentar.

Em determinadas ocasiões, é claro, podemos comer além do habitual. Um almoço especial, uma festa ou aquela comida que aparece poucas vezes no ano fazem parte da vida.

O problema não está em uma ocasião isolada.

No cotidiano, porém, aprender a reconhecer o ponto em que a fome foi atendida pode ajudar a construir uma relação mais confortável com as refeições.

Isso também quebra uma ideia muito comum: a de que alimentação saudável depende exclusivamente de escolher os alimentos “certos”.

A maneira como percebemos fome e saciedade também faz parte dessa construção.



Reconectar-se com o corpo não exige contar tudo

Calorias, gramas, horários, porções, aplicativos e números podem ser ferramentas úteis em situações específicas, especialmente quando existe acompanhamento profissional.

Mas uma reeducação alimentar não precisa transformar a vida inteira em cálculo.

Também existe informação no próprio corpo.

Sentir fome, perceber satisfação, identificar desejos, observar o ambiente e reconhecer hábitos são habilidades que podem ser desenvolvidas pouco a pouco.

E talvez essa seja uma das mudanças mais interessantes do processo: em vez de perguntar apenas “o que eu posso comer?”, começamos a perguntar também “o que estou sentindo e o que está influenciando esta escolha?”.



Nesta semana, experimente ouvir antes de corrigir

Você não precisa acertar todas as refeições.

Escolha apenas alguns momentos da semana para observar o que acontece antes, durante e depois de comer.

Talvez descubra que determinado horário realmente traz fome. Talvez perceba que a televisão desperta vontade de beliscar. Ou que algumas refeições terminam quando você já está desconfortavelmente cheio.

Nenhuma dessas descobertas precisa virar motivo de julgamento.

Elas são informações.

Na semana passada, o primeiro movimento foi perceber a rotina. Agora avançamos um pouco mais: começamos a entender os sinais do corpo.

Porque uma mudança alimentar sustentável não precisa começar brigando com a fome.

Pode começar aprendendo a reconhecê-la.

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Plantas e vime: como criar cantos vivos sem exagero

 Um canto vivo muda tudo

Blog do Vime e Requinte 

 
Poltrona adulta de vime natural em canto iluminado com costela-de-adão e plantas, criando uma decoração leve para a primavera.
Plantas e vime | Blog do Vime e Requinte

 

A primavera se aproxima e, com ela, surge aquela vontade de abrir as janelas, renovar pequenos cantos e trazer mais verde e cor para dentro de casa.

Mas trazer a natureza para perto não significa transformar todos os cômodos em uma selva urbana.

Uma Costela-de-adão bem posicionada pode causar mais impacto do que dez vasinhos espalhados. Uma orquídea pode dar vida a um aparador quase vazio. Um antúrio pode colocar um ponto de cor ao lado de uma peça de vime. E, em uma varanda ensolarada, uma primavera — a bougainvillea — pode praticamente fazer a decoração sozinha.

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Ficha limpa e histórico público: como pesquisar antes de confiar

 

Antes de confiar em uma acusação, procure a origem da informação.

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Mesa de investigação com documentos, lupa e notebook durante a conferência de informações sobre histórico público.
Ficha limpa | Blog do Vime e Requinte



Em política, uma acusação pode atravessar as redes sociais em poucos minutos.

Um print aparece em um grupo. Um vídeo recortado chega pelo WhatsApp. Uma frase recebe uma legenda impactante e, pouco depois, aquilo começa a circular como se fosse um fato definitivamente comprovado.

Mas existe uma diferença enorme entre receber uma informação e verificar uma informação.

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Família como rede de apoio: presença que acolhe sem invadir

 

Presença que acolhe sem invadir

 

Família reunida à mesa em gesto discreto de cuidado, mostrando presença, acolhimento e apoio sem invadir o espaço de quem sofre.
Família como Rede de Apoio | Blog do Vime e Requinte

 

 

Quando alguém que amamos não está bem, o primeiro impulso costuma ser ajudar. Perguntamos, aconselhamos, tentamos resolver, insistimos para que a pessoa converse. Tudo isso pode nascer de uma intenção sincera.

terça-feira, 8 de setembro de 2026

SONO E BELEZA: COMO O DESCANSO AFETA O CORPO E A SAÚDE

 

 Dormir bem também é autocuidado

 Blog do Vime e Requinte 

 
Mulher acordando descansada em quarto moderno e iluminado, representando a relação entre sono, beleza e saúde.
Sono e Beleza | Blog do Vime e Requinte

Dormir bem costuma ser associado apenas a acordar com mais disposição. Entretanto, durante o sono, o corpo continua trabalhando intensamente.

É nesse período que diferentes sistemas reorganizam suas funções, o cérebro processa informações, os tecidos participam de mecanismos de recuperação e o organismo regula atividades importantes para a saúde metabólica, cardiovascular, hormonal e imunológica.

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Ansiedade infantil: sinais que merecem atenção

 

Blog do Vime e Requinte

 

 

Criança pensativa perto da janela, segurando um brinquedo em um quarto infantil acolhedor e seguro.
Ansiedade infantil | Blog do Vime e Requinte




Nem todo medo é um problema. Na infância, recear pessoas desconhecidas, sentir insegurança longe dos pais ou ficar apreensivo diante do primeiro dia de aula pode fazer parte do desenvolvimento.

domingo, 6 de setembro de 2026

Certificação LEED: o que significa e por que ela importa nos prédios sustentáveis




 
Prédio corporativo sustentável com arquitetura moderna, áreas verdes e soluções de eficiência energética representando a certificação LEED.
Certificação LEED | Blog do Vime e Requinte

 

Quando pensamos em um prédio sustentável, é fácil imaginar fachadas cobertas de plantas, grandes janelas, painéis solares e uma arquitetura moderna integrada à natureza. Mas será que esses elementos são suficientes para transformar uma construção em um edifício realmente sustentável?

Não necessariamente.

A sustentabilidade de um prédio vai muito além da aparência. Ela envolve quanto de energia e água a edificação consome, quais materiais foram utilizados, como os resíduos são administrados, a qualidade dos ambientes internos e até a forma como o edifício continua sendo operado depois de pronto.

É justamente nesse ponto que entram as certificações ambientais.

Elas ajudam a transformar promessas de sustentabilidade em critérios que podem ser avaliados e documentados. Entre os sistemas mais conhecidos internacionalmente está o LEED — Leadership in Energy and Environmental Design, utilizado para avaliar diferentes tipos de empreendimentos.

A ideia por trás desse tipo de certificação é simples e cada vez mais importante:

sustentabilidade em edifícios precisa ser medida, comprovada e mantida ao longo do tempo.

O que é uma certificação ambiental para edifícios?

Uma certificação ambiental funciona como um sistema estruturado de avaliação.

Em vez de uma empresa simplesmente afirmar que determinado empreendimento é sustentável, são estabelecidos requisitos e critérios para analisar seu desempenho.

Dependendo da certificação adotada, podem entrar nessa avaliação aspectos como consumo energético, uso da água, materiais empregados na construção, geração e destinação de resíduos, qualidade ambiental interna, localização e impactos associados ao empreendimento.

Isso ajuda a separar duas situações bastante diferentes.

Uma é o prédio que utiliza algumas soluções sustentáveis.

Outra é o empreendimento que consegue demonstrar, por meio de critérios técnicos e documentação, um conjunto mais amplo de práticas ambientais.

Por isso, certificações passaram a ganhar espaço entre construtoras, incorporadoras, empresas, investidores e gestores de grandes imóveis.

O que é a certificação LEED?

LEED é a sigla para Leadership in Energy and Environmental Design.

Trata-se de um sistema internacional de certificação de construções sustentáveis desenvolvido pelo U.S. Green Building Council (USGBC). No Brasil, informações, capacitação e iniciativas relacionadas à certificação são promovidas pelo Green Building Council Brasil.

O sistema pode ser aplicado a diferentes situações, incluindo novas construções, grandes reformas, interiores e edifícios em operação. Entre as tipologias atendidas estão escritórios, hotéis, hospitais, escolas, estabelecimentos comerciais, centros de distribuição e data centers.

O princípio é avaliar o empreendimento de maneira ampla, e não apenas verificar se existe uma tecnologia sustentável isolada.

Para conseguir a certificação, o projeto precisa cumprir pré-requisitos obrigatórios e pode conquistar pontos ao atender diferentes créditos previstos no sistema de avaliação.

Como funciona a pontuação LEED?

A pontuação obtida determina o nível alcançado pelo empreendimento.

Os quatro níveis tradicionais são:

Certified (Certificado): 40 a 49 pontos

Silver (Prata): 50 a 59 pontos

Gold (Ouro): 60 a 79 pontos

Platinum (Platina): 80 pontos ou mais

No LEED v5, existem requisitos adicionais associados ao nível Platinum.

Isso significa que não basta simplesmente instalar painéis solares ou economizar água em determinada área.

O empreendimento é analisado dentro de um conjunto de critérios.

Quanto maior o desempenho e o número de requisitos atendidos, maior poderá ser sua pontuação.

O que um prédio precisa fazer para ser considerado sustentável?

Não existe apenas uma característica capaz de transformar um edifício convencional em sustentável.

O desempenho resulta da combinação de várias decisões.

Um bom projeto pode aproveitar melhor iluminação e ventilação naturais. Equipamentos eficientes podem diminuir o consumo energético. Sistemas hidráulicos podem reduzir desperdícios. Materiais podem ser selecionados considerando impactos ambientais, procedência e durabilidade.

A gestão de resíduos também precisa fazer parte dessa estratégia.

E existe outro fator fundamental: as pessoas.

Um prédio sustentável também deve considerar a qualidade dos ambientes utilizados diariamente por funcionários, moradores, clientes, pacientes ou visitantes.

O próprio LEED adota uma abordagem abrangente, envolvendo aspectos como energia, água, materiais, resíduos e qualidade ambiental interna.

Energia eficiente: um dos pilares dos edifícios sustentáveis

Edifícios podem demandar energia durante muitas horas por dia.

Iluminação, elevadores, computadores, refrigeração, aquecimento, ventilação, bombas e diversos outros equipamentos fazem parte desse consumo.

Por isso, eficiência energética é uma das questões centrais da construção sustentável.

Entre as estratégias possíveis estão sistemas de iluminação eficientes, melhor aproveitamento da luz natural, equipamentos de climatização adequados, isolamento térmico, acompanhamento do consumo e geração de energia renovável quando tecnicamente apropriada.

Mas existe uma diferença importante entre ter tecnologia eficiente e operar eficientemente.

Um equipamento moderno mal configurado pode desperdiçar energia.

Da mesma maneira, um prédio muito eficiente no momento da inauguração pode perder desempenho se seus sistemas não forem acompanhados e mantidos corretamente.

Gestão inteligente da água

A água é outro recurso essencial.

Um edifício pode reduzir seu consumo utilizando torneiras e descargas eficientes, sistemas de medição, equipamentos adequados e estratégias para identificar desperdícios.

Dependendo das características do empreendimento e das condições locais, também podem ser consideradas soluções como aproveitamento de água da chuva e outras formas de reúso permitidas e tecnicamente adequadas.

Monitorar vazamentos é igualmente importante.

Um pequeno problema hidráulico mantido durante meses pode representar um desperdício significativo.

Por isso, a gestão sustentável da água não depende somente de instalar equipamentos econômicos. Ela também exige acompanhamento.

Materiais também fazem parte da sustentabilidade

A escolha dos materiais começa ainda na fase de projeto.

Durabilidade, origem, composição, possibilidade de reaproveitamento e impactos associados à produção podem fazer diferença no desempenho ambiental da construção.

Também é importante considerar os resíduos gerados durante a obra.

Planejamento adequado pode diminuir desperdícios, melhorar a separação dos materiais descartados e ampliar possibilidades de reaproveitamento ou reciclagem.

No LEED v5, a avaliação dos materiais também está relacionada a temas como saúde humana, clima, ecossistemas, circularidade e informações sobre os produtos utilizados.

Isso amplia a discussão.

Construção sustentável não significa apenas observar quanto um edifício consome depois de pronto. É necessário olhar também para aquilo que foi necessário para construí-lo.

Um prédio sustentável também precisa cuidar das pessoas

Sustentabilidade não termina na economia de recursos naturais.

Passamos muitas horas dentro de ambientes construídos.

Por isso, fatores como qualidade do ar interno, iluminação, conforto térmico, acústica e acesso à luz natural podem influenciar diretamente a experiência de quem utiliza esses espaços.

Esse é um ponto especialmente relevante em escritórios, escolas, hospitais e hotéis.

O LEED v5 reforçou ainda mais essa visão ao organizar sua evolução em três grandes áreas de impacto: descarbonização, qualidade de vida e conservação e restauração ecológica.

Ou seja, o prédio sustentável do futuro não deverá ser apenas econômico.

Ele precisará funcionar melhor para o planeta e para as pessoas.

LEED não é a única certificação ambiental

Apesar de sua presença internacional, o LEED não é a única forma de avaliar construções sustentáveis.

Existem diferentes sistemas de certificação no mundo, cada um com metodologias, objetivos e critérios próprios.

No Brasil, por exemplo, o GBC Brasil também mantém programas como GBC Casa, GBC Condomínio, GBC LIFE, GBC Zero Energy e GBC Biodiversidade, direcionados a diferentes características dos empreendimentos.

Outros sistemas nacionais e internacionais também podem ser utilizados dependendo do tipo de construção e dos objetivos do projeto.

Portanto, não existe necessariamente um único selo adequado para todos os edifícios.

A escolha precisa considerar finalidade, localização, características da construção e metas estabelecidas pelos responsáveis.

Quanto custa certificar um prédio?

Essa é uma das perguntas mais comuns — e não existe um preço único.

O custo depende do tamanho e da complexidade do empreendimento, do sistema de certificação escolhido, da versão utilizada e do nível de desempenho pretendido.

Além das taxas relacionadas ao processo de certificação, podem existir despesas com consultorias especializadas, estudos técnicos, documentação, simulações, adequações de projeto, equipamentos e acompanhamento da obra.

Um prédio concebido desde o início com metas ambientais tende a enfrentar uma situação diferente de outro que precisa realizar grandes modificações posteriormente para atender determinados critérios.

Por isso, o custo deve ser analisado dentro do planejamento global do empreendimento.

Certificação sustentável pode gerar retorno financeiro?

Uma certificação ambiental não deve ser tratada como garantia automática de lucro.

Entretanto, muitas das estratégias utilizadas para melhorar o desempenho de um edifício podem produzir benefícios econômicos.

Reduzir consumo de energia e água pode diminuir despesas operacionais.

Melhor gestão e monitoramento podem ajudar a identificar desperdícios.

Um imóvel com desempenho ambiental documentado também pode tornar-se mais interessante para determinadas empresas, investidores ou ocupantes que tenham metas próprias de sustentabilidade.

Existe ainda o valor reputacional.

Empresas passaram a ser mais cobradas sobre aquilo que realmente fazem em matéria ambiental. Conseguir demonstrar determinadas práticas pode ser mais relevante do que simplesmente utilizar expressões como “empresa verde” ou “empreendimento ecológico”.

O selo garante sustentabilidade para sempre?

Não.

E talvez esse seja um dos pontos mais importantes para entender o conceito de construção sustentável.

Um prédio pode ter sido projetado de maneira excelente e, anos depois, operar de forma muito diferente daquela prevista inicialmente.

Equipamentos envelhecem.

Configurações são alteradas.

Ocupação muda.

Sistemas precisam de manutenção.

Hábitos dos usuários também interferem no consumo.

Por isso, acompanhar o desempenho ao longo do tempo tornou-se cada vez mais importante.

Projetos LEED podem utilizar a plataforma Arc para acompanhar áreas de desempenho como energia, água, resíduos, transporte e experiência humana, e existem caminhos de recertificação voltados à manutenção do desempenho.

A sustentabilidade, portanto, não termina quando uma placa de certificação é instalada na entrada do prédio.

Greenwashing: quando o prédio parece sustentável, mas não é

Uma fachada verde é bonita.

Um jardim vertical pode trazer benefícios.

Painéis solares também podem ser excelentes soluções.

O problema aparece quando elementos isolados são utilizados para criar uma imagem ambiental muito maior do que o desempenho real do empreendimento.

É aí que surge o risco do chamado greenwashing.

Expressões como “ecológico”, “verde”, “amigo do planeta” e “100% sustentável” precisam ser utilizadas com responsabilidade.

Quanto maior a promessa, maior deveria ser a capacidade de demonstrá-la.

Dados sobre consumo, critérios técnicos, metas, certificações e acompanhamento de desempenho tornam a comunicação ambiental mais transparente.

No futuro, provavelmente será cada vez mais difícil convencer consumidores e investidores apenas com uma parede coberta de plantas e uma bela fotografia.

E por que tudo isso importa para quem não trabalha com construção?

Porque todos nós utilizamos edifícios.

Trabalhamos em escritórios.

Frequentamos hospitais.

Visitamos shoppings.

Dormimos em hotéis.

Moramos em casas e condomínios.

Pagamos direta ou indiretamente pelos recursos utilizados nesses lugares.

Quando um edifício desperdiça água ou energia, existe um custo ambiental e econômico associado.

Quando possui ambientes desconfortáveis ou baixa qualidade interna, as pessoas também sentem os efeitos.

Por isso, compreender o que existe por trás da expressão “prédio sustentável” ajuda o consumidor a olhar além da propaganda.

O futuro das certificações ambientais

As certificações também estão evoluindo.

A tendência é que os edifícios sejam cada vez mais avaliados não apenas pelo que foi instalado durante sua construção, mas pelos resultados que conseguem entregar ao longo do tempo.

O LEED v5 representa parte dessa mudança.

A versão amplia a atenção à descarbonização, incluindo emissões operacionais, carbono incorporado, refrigerantes e transporte, além de qualidade de vida e proteção dos ecossistemas. Também busca maior continuidade entre projeto, construção, operação e manutenção por meio do acompanhamento de desempenho.

Isso aponta para uma nova geração de edifícios.

Sensores, sistemas de medição, softwares de gestão e análise de dados permitirão acompanhar com muito mais precisão aquilo que acontece dentro de grandes empreendimentos.

Em vez de perguntar apenas:

“Este prédio possui tecnologia sustentável?”

a pergunta será cada vez mais:

“Quanto esse prédio está economizando e qual é seu desempenho real?”

Um prédio sustentável começa no projeto, mas depende da operação

Arquitetura inteligente é importante.

Materiais adequados são importantes.

Tecnologias eficientes também.

Mas nenhuma dessas soluções funciona isoladamente.

Um edifício realmente sustentável depende da integração entre projeto, equipamentos, gestão, manutenção, monitoramento e comportamento das pessoas que utilizam o espaço.

É justamente por isso que certificações ambientais ganharam importância.

Elas ajudam a substituir uma ideia vaga de sustentabilidade por critérios que podem ser avaliados e acompanhados.

No fim, um prédio sustentável não precisa apenas parecer verde.

Ele precisa economizar recursos, reduzir impactos, proporcionar ambientes adequados às pessoas e demonstrar seu desempenho.

E essa transformação está apenas começando.

Porque depois de aprender como medir se um edifício é sustentável, surge uma nova pergunta:

como fazer um prédio tomar decisões inteligentes para economizar energia e funcionar melhor?

Esse será o próximo passo: entender como automação predial, sensores e sistemas inteligentes estão transformando a eficiência energética dos edifícios.

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