segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

🌍 O C5 e a Nova Reorganização Mundial: por que o BRICS ficou para trás

 

Durante anos, o BRICS foi apresentado como o grande contraponto à ordem global liderada pelo Ocidente. Reuniões, discursos, anúncios de expansão e até promessas de uma nova moeda internacional dominaram manchetes.

Mas, na prática, o mundo avançou por outro caminho.

Em 2026, quem realmente estrutura o jogo global não é mais o BRICS — é o C5, um arranjo informal, funcional e silencioso de poder.


🔎 O que é o C5, afinal?

O C5 não é um bloco oficial, não tem bandeira nem estatuto.
Ele representa os cinco grandes centros reais de decisão global:

  • Estados Unidos
  • China
  • Rússia
  • Europa
  • Ásia ampliada (Índia + Indo-Pacífico)

Esses polos não atuam como aliados fixos. Eles:

  • competem,
  • negociam,
  • recuam,
  • pressionam,
  • e cooperam conforme o interesse do momento.

👉 O C5 não promete união, ele administra o equilíbrio de poder.


 

📉 Por que o BRICS perdeu relevância

O enfraquecimento do BRICS não aconteceu de uma vez. Foi um processo gradual.

1. Falta de coordenação real

Os países do BRICS têm interesses econômicos, militares e diplomáticos muito diferentes. Nunca houve:

  • política externa comum,
  • estratégia de defesa conjunta,
  • resposta coordenada a crises globais.

2. Liderança desequilibrada

A China assumiu peso excessivo dentro do bloco, gerando desconfiança entre os próprios membros. Um bloco sem liderança clara ou com liderança contestada não sustenta decisões estratégicas.

3. A moeda comum nunca se concretizou

Apesar do discurso recorrente, a criação de uma moeda do BRICS esbarrou em:

  • falta de confiança mútua,
  • diferenças cambiais,
  • riscos fiscais internos.

4. Expansão sem estratégia

A entrada de novos países aumentou o volume político, mas diluíu o foco. O BRICS cresceu em tamanho, mas perdeu capacidade de ação.


 

🔄 O mundo mudou de lógica

O erro comum é imaginar que o BRICS “fracassou”.
Ele cumpriu seu papel histórico: questionar a ordem anterior.

Mas a reorganização mundial atual exige algo diferente:

  • decisões rápidas,
  • acordos flexíveis,
  • alianças temporárias,
  • menos ideologia e mais pragmatismo.

É exatamente aí que o C5 se impõe.


 

🌐 C5: poder sem discurso

Enquanto o BRICS falava em alternativas, o C5:

  • controla fluxos de energia,
  • domina tecnologia estratégica,
  • influencia cadeias de suprimento,
  • define sanções, negociações e recuos.

👉 O C5 não anuncia uma nova ordem.
👉 Ele opera dentro do caos existente.


 

🧠 O que isso significa para o mundo

  • Não existe mais “Sul Global unido”
  • Não existe mais hegemonia absoluta
  • Não existe neutralidade confortável

Os países agora:

  • orbitam centros de poder,
  • negociam caso a caso,
  • ajustam discursos conforme conveniência.

 

🧭 Conclusão

O BRICS foi um símbolo de contestação.
O C5 é o mecanismo real de reorganização.

Enquanto uns ainda discutem blocos ideológicos, o mundo já funciona em cinco polos que disputam, negociam e administram o futuro.

O BRICS fez barulho. O C5 redesenhou o tabuleiro.


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