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Tema do mês: Casa Inteligente, Simples e Bem Vivida
Uma casa pode ter o mesmo endereço, os mesmos móveis e a mesma decoração, mas nunca é vivida da mesma maneira por todas as pessoas.
A criança atravessa a sala procurando seus brinquedos. O adolescente precisa de um lugar para apoiar a mochila e carregar o celular. O adulto chega com bolsas, chaves e compromissos. A pessoa idosa procura uma passagem segura, um assento confortável e objetos que possam ser alcançados sem esforço. As visitas precisam entender o espaço, e até os animais de estimação desenvolvem seus próprios trajetos e hábitos dentro da casa.
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A casa pode ser a mesma, mas cada pessoa percorre seus espaços de um jeito.
É por isso que um ambiente realmente bem planejado não deve privilegiar apenas a aparência. Ele precisa facilitar a circulação, a organização, o descanso, a autonomia e a convivência.
Uma casa bonita impressiona. Uma casa boa de viver acolhe.
E uma casa verdadeiramente elegante consegue fazer as duas coisas.
Uma casa, muitas rotinas
Durante muito tempo, a decoração foi apresentada como uma composição estática: o sofá no lugar certo, a mesa perfeitamente arrumada, os objetos decorativos alinhados e quase nenhuma marca de uso.
Mas a vida real é diferente.
Há pessoas saindo cedo, crianças brincando, adolescentes estudando, refeições sendo preparadas, animais circulando, visitas chegando e objetos mudando de lugar ao longo do dia.
Em uma casa compartilhada, o desafio não é impedir essa movimentação. É criar uma estrutura que permita que ela aconteça sem transformar o ambiente em desordem permanente.
Isso significa observar as rotinas antes de escolher os móveis.
Onde as chaves costumam ser deixadas?
Onde as crianças brincam?
Em qual ponto as bolsas e mochilas se acumulam?
Quem precisa de um apoio para calçar os sapatos?
Existe algum morador que não consegue alcançar as prateleiras mais altas?
A organização começa quando a casa responde a essas perguntas com soluções simples.
Um banco de vime próximo à entrada, por exemplo, pode servir de assento, apoio para bolsas e ponto de organização. Um cesto sob o banco pode receber calçados de uso diário. Uma bandeja sobre um aparador pode reunir chaves, correspondências e pequenos objetos.
A função é compartilhada, mas a aparência permanece leve e elegante.
O que significa criar uma casa compartilhada
Uma casa compartilhada não é apenas uma residência onde várias pessoas moram.
É uma casa em que os ambientes foram pensados para que diferentes pessoas consigam utilizá-los com conforto e autonomia.
Isso não significa criar um canto completamente separado para cada morador. A proposta é estabelecer pequenas zonas pessoais dentro dos espaços coletivos.
Na sala, uma bandeja pode reunir os controles remotos e os óculos de leitura. Um cesto pode guardar brinquedos. Outro pode receber mantas. Um revisteiro de vime pode organizar livros, revistas ou materiais escolares.
Cada item possui uma função compreensível.
Quando a organização é fácil de entender, ela deixa de depender exclusivamente da pessoa que arruma a casa.
As crianças conseguem guardar os brinquedos. Os adultos sabem onde deixar os objetos. As visitas encontram uma manta sem precisar abrir vários armários. A pessoa idosa alcança aquilo que utiliza com frequência.
A organização passa a fazer parte da rotina coletiva.
Essa é uma diferença importante entre uma casa simplesmente arrumada e uma casa verdadeiramente funcional.
Organização ao alcance de quem usa
Guardar um objeto não deveria exigir uma sequência cansativa de movimentos.
Quando é necessário abrir um armário, retirar uma caixa pesada, deslocar outros objetos e alcançar uma prateleira profunda, a tendência é que aquele item permaneça fora do lugar.
Quanto mais etapas existem, menor é a probabilidade de a organização ser mantida.
Por isso, os objetos de uso diário precisam estar próximos das pessoas que os utilizam.
Para crianças, os brinquedos podem ficar em cestos baixos, leves e sem tampa pesada. Em vez de organizar tudo por categorias muito específicas, pode ser mais eficiente criar divisões simples, como:
- brinquedos pequenos;
- livros e desenhos;
- blocos e peças de montar;
- bonecos e bichos de pelúcia.
O mesmo princípio serve para os adultos.
Uma bandeja de vime no aparador pode receber chaves e carteiras. Um cesto ao lado do sofá pode guardar mantas. Um revisteiro pode reunir os materiais de leitura. Um pequeno baú pode acomodar objetos que precisam desaparecer visualmente ao final do dia.
Para pessoas idosas, os itens de uso frequente devem permanecer em alturas confortáveis, evitando a necessidade de subir em bancos ou se abaixar excessivamente.
A organização mais inteligente não é aquela em que tudo está escondido.
É aquela em que cada objeto pode ser encontrado, utilizado e devolvido ao lugar com facilidade.
“Uma casa organizada precisa fazer sentido para todos.”
O vime como linguagem comum da casa
O vime possui uma característica especialmente valiosa para casas compartilhadas: ele consegue organizar diferentes rotinas sem quebrar a unidade visual do ambiente.
Um cesto pode guardar brinquedos sem parecer excessivamente infantil.
Uma bandeja pode organizar medicamentos, óculos ou pequenos objetos sem criar uma aparência hospitalar.
Um baú pode receber materiais escolares, mantas ou acessórios de animais sem transmitir a sensação de improviso.
O material cria continuidade.
Mesmo quando cada peça possui uma função diferente, a textura natural ajuda a manter uma linguagem visual coerente.
Móveis de vime que funcionam bem em casas compartilhadas
Poltronas de vime
Podem ser usadas em salas, quartos, varandas cobertas e cantos de leitura. Para casas com pessoas de diferentes idades, o ideal é escolher modelos firmes, com braços laterais e altura confortável.
Almofadas removíveis facilitam a limpeza e permitem renovar as cores sem trocar o móvel.
Bancos de vime
São úteis em entradas, corredores amplos, quartos e varandas. Servem como assento, apoio temporário e elemento de organização.
Quando possuem espaço inferior, podem receber cestos com sapatos, bolsas, brinquedos ou objetos de uso cotidiano.
Baús de vime
Ajudam a guardar itens volumosos, como mantas, almofadas extras, brinquedos e materiais de visitas.
Em casas com crianças pequenas, é importante verificar se a tampa possui sistema seguro, leve ou com mecanismo que evite fechamento brusco.
Mesas laterais
Uma mesa lateral de vime pode acompanhar o sofá, uma poltrona ou uma cama. Ela oferece apoio para copos, livros, celulares e objetos pessoais sem ocupar muito espaço.
Modelos com prateleira inferior ampliam a capacidade de organização.
Mesas de centro
Funcionam melhor quando possuem estrutura estável, bordas seguras e espaço de circulação ao redor.
Em casas com crianças, idosos ou animais, os modelos redondos ou com cantos suavizados podem favorecer uma movimentação mais tranquila.
Aparadores com palhinha ou trama de vime
Os móveis com portas tramadas oferecem leveza visual e ventilação. São interessantes para entradas, salas de jantar, corredores e áreas de apoio.
Podem guardar louças, documentos, materiais de uso diário ou objetos que precisam ficar protegidos da exposição.
Cabeceiras de vime
Trazem aconchego aos quartos e podem acompanhar diferentes fases da vida. Uma cabeceira natural pode ser usada em um quarto adulto, adolescente ou de hóspedes apenas com a mudança da roupa de cama.
Revisteiros e porta-livros
São peças menores, mas extremamente úteis. Podem organizar revistas, livros infantis, cadernos, jornais e materiais escolares.
Camas e cestos para animais
O vime também pode integrar os objetos dos animais de estimação à decoração. O cuidado principal deve ser com a resistência, a facilidade de higienização e a ausência de pontas soltas que possam machucar ou ser mastigadas.
O vime pode ser pintado?
Sim. Muitas peças de vime, rattan, palha ou fibras semelhantes podem receber pintura, desde que o material e o estado da peça sejam avaliados antes.
A pintura é uma maneira interessante de adaptar um móvel antigo, integrar peças de diferentes origens ou renovar a decoração sem substituir tudo.
Entretanto, o acabamento não deve apagar completamente a textura da trama.
O charme do vime está justamente em sua estrutura artesanal, nos pequenos relevos e na sensação de leveza.
Antes da pintura, a peça deve estar limpa, seca e sem poeira acumulada entre as fibras. Partes soltas precisam ser reparadas. Dependendo do acabamento anterior e do tipo de tinta, pode ser necessário lixar suavemente e aplicar um produto preparador adequado.
Tintas aplicadas em camadas muito espessas podem endurecer a trama, formar acúmulos e esconder os detalhes.
A aplicação em camadas finas tende a produzir um resultado mais delicado.
Em móveis de fibras sintéticas, é fundamental verificar se a tinta é compatível com plástico ou resina. Nem todo produto adere corretamente a esse tipo de superfície.
Para peças externas, o acabamento também precisa suportar umidade, variações de temperatura e exposição à luz.
Quando houver dúvida sobre a fibra ou sobre a tinta, o ideal é testar primeiro em uma área discreta.
Cores que valorizam móveis de vime
O vime natural combina com muitos estilos, mas a pintura permite criar atmosferas completamente diferentes.
Vime natural, mel ou palha
Os tons naturais são acolhedores, atemporais e fáceis de combinar.
Funcionam bem com:
- branco;
- off-white;
- bege;
- areia;
- verde;
- terracota;
- azul;
- madeira clara ou média.
Esses tons preservam a identidade orgânica do material e ajudam a criar uma casa leve.
Branco e off-white
Uma peça de vime pintada de branco ou off-white traz luminosidade e suavidade.
Pode ser usada em quartos, varandas, salas pequenas, casas de praia e ambientes com estética romântica ou contemporânea.
O off-white costuma ser mais acolhedor do que o branco muito frio.
Fendi, greige e bege acinzentado
São cores discretas e sofisticadas.
Elas combinam com salas contemporâneas, quartos adultos, escritórios e áreas de circulação. Também ajudam a modernizar móveis antigos sem retirar completamente sua delicadeza.
Verde oliva
O verde oliva aproxima o móvel da natureza, mas cria um efeito mais marcante do que o vime natural.
Funciona muito bem em bancos, aparadores, mesas laterais e poltronas.
Pode ser combinado com bege, cru, couro caramelo, madeira, dourado fosco e plantas naturais.
Verde sálvia
Mais claro e sereno, o verde sálvia é interessante para quartos, salas de leitura, varandas e ambientes compartilhados por diferentes gerações.
É uma cor suave, mas não excessivamente infantil.
Azul acinzentado
O azul acinzentado traz calma e elegância.
Pode ser aplicado em cabeceiras, cadeiras, pequenos armários e mesas laterais. Combina com branco, palha natural, cinza claro e madeira.
Terracota e argila
Essas cores valorizam a origem artesanal do vime.
São ideais para quem deseja um ambiente quente, acolhedor e conectado aos tons da terra. Funcionam especialmente bem em varandas, salas e espaços de convivência.
Preto fosco
O preto transforma completamente a leitura do móvel.
Uma poltrona, um aparador ou uma mesa lateral de vime pintada de preto pode ganhar aparência contemporânea e gráfica.
Para evitar que o ambiente fique pesado, a peça pode ser combinada com paredes claras, tecidos naturais e iluminação suave.
Rosé queimado
É uma alternativa delicada para quartos, penteadeiras, pequenos bancos e espaços de descanso.
O rosé queimado possui mais profundidade do que os tons infantis de rosa e pode ser usado em ambientes adultos.
Mostarda e amarelo queimado
São cores mais expressivas, indicadas para peças pontuais.
Um banco, uma cadeira ou uma mesa lateral pode funcionar como destaque em uma decoração neutra.
Quando a casa é compartilhada, as cores intensas funcionam melhor em doses controladas, evitando que os ambientes coletivos fiquem visualmente cansativos.
Como usar cores sem fragmentar a casa
Cada morador pode ter suas preferências, mas a casa não precisa parecer um conjunto de ambientes sem relação entre si.
Uma maneira de preservar a unidade é escolher uma base comum.
Por exemplo:
- vime natural como elemento principal;
- tecidos em bege e off-white;
- verde oliva em algumas peças;
- terracota em almofadas e objetos;
- preto apenas em detalhes.
Outra possibilidade é manter todos os móveis de vime na mesma família de acabamento e variar as cores nos tecidos, cestos internos, etiquetas, mantas e almofadas.
Assim, a personalidade aparece sem provocar excesso de informação.
Uma poltrona de vime natural pode receber uma almofada azul no canto de leitura do adolescente, uma almofada terracota na sala e uma almofada verde no quarto de hóspedes.
A estrutura se repete. A identidade muda pelos complementos.
Essa estratégia é especialmente útil em casas que passam por muitas transformações.
Segurança também faz parte da elegância
Um ambiente sofisticado não deveria exigir cuidado excessivo para ser utilizado.
Quando uma pessoa precisa desviar de móveis, evitar tapetes soltos, tomar cuidado com objetos instáveis ou pedir ajuda para alcançar o que utiliza, a decoração deixou de facilitar a vida.
A segurança precisa estar incorporada ao projeto.
Circulação livre
Corredores, passagens e acessos às portas devem permanecer desimpedidos.
Cestos não devem ser colocados em locais onde possam causar tropeços. Mesas laterais precisam acompanhar o desenho do ambiente, sem avançar sobre a passagem.
Tapetes bem posicionados
Tapetes podem trazer conforto e delimitar áreas, mas devem permanecer firmes.
Em casas com crianças, pessoas idosas ou animais, é importante observar bordas levantadas, superfícies escorregadias e peças pequenas que se deslocam facilmente.
Móveis estáveis
Poltronas, bancos e mesas de vime devem possuir estrutura firme.
Antes de reutilizar uma peça antiga, observe se há partes quebradas, pés desnivelados, tramas soltas ou ruídos que indiquem fragilidade.
Pontas e fibras soltas
Pequenas fibras podem se soltar com o tempo.
Além de prejudicarem a aparência, elas podem arranhar a pele, prender tecidos ou machucar animais. A manutenção periódica evita que o problema aumente.
Altura adequada
Cestos pesados não devem ficar em prateleiras muito altas.
Objetos infantis podem permanecer em níveis baixos. Itens utilizados por adultos podem ocupar alturas intermediárias. Para idosos, deve-se evitar tanto o excesso de altura quanto a necessidade de se abaixar profundamente.
Iluminação funcional
Entradas, corredores, escadas e áreas de circulação precisam de luz suficiente.
A iluminação não é apenas decorativa. Ela ajuda cada morador a reconhecer obstáculos, localizar objetos e utilizar os espaços com mais segurança.
O espaço individual dentro do ambiente coletivo
Compartilhar a casa não significa eliminar a individualidade.
Na verdade, muitos conflitos cotidianos surgem porque os objetos pessoais não possuem um lugar definido.
Uma solução simples é criar pequenos pontos de apoio.
Na entrada, cada pessoa pode ter um cesto ou compartimento para itens de saída.
Na sala, uma bandeja pode reunir os objetos de quem costuma permanecer naquele canto.
No quarto compartilhado, caixas ou cestos podem delimitar pertences sem exigir móveis grandes.
No banheiro, bandejas individuais ajudam a separar produtos.
Em uma mesa de estudos, porta-objetos identificados evitam que materiais se misturem.
A divisão não precisa ser rígida. Ela precisa ser compreensível.
O vime ajuda porque permite criar esses pequenos territórios sem transformar a casa em um ambiente cheio de divisórias, gaveteiros plásticos ou etiquetas excessivamente técnicas.
Um conjunto de cestos semelhantes, em tamanhos diferentes, pode atender a várias rotinas e ainda manter a harmonia.
Como evitar que a sala vire o depósito de todos
A sala é um dos ambientes mais afetados pelas rotinas compartilhadas.
É onde aparecem brinquedos, sapatos, mochilas, carregadores, mantas, livros, correspondências e objetos trazidos de outros cômodos.
O problema não é a presença desses itens durante o uso.
O problema acontece quando não existe um lugar fácil para devolvê-los.
Uma sala funcional pode ter:
- um cesto baixo para brinquedos;
- um baú para mantas;
- uma bandeja para controles;
- um revisteiro para materiais de leitura;
- uma mesa lateral com gaveta ou prateleira;
- uma caixa pequena para carregadores;
- um banco próximo à entrada para bolsas.
Não é necessário esconder tudo em armários.
Alguns objetos podem permanecer visíveis, desde que estejam agrupados e tenham uma função clara.
A repetição de materiais e cores ajuda a transformar diferentes sistemas de organização em uma composição única.
Crianças, adultos e idosos: adaptar sem infantilizar
Uma casa compartilhada precisa atender às diferentes fases da vida sem criar ambientes caricatos.
Para crianças
A organização deve incentivar a autonomia.
Cestos leves, abertos e baixos são mais fáceis de usar. Estantes firmes e de pouca altura permitem que livros e brinquedos sejam alcançados sem ajuda.
As divisões devem ser simples o suficiente para que a própria criança consiga repetir o processo de organização.
Não é necessário transformar toda a sala em uma brinquedoteca. Um cesto bonito, um banco com armazenamento ou um pequeno móvel de vime pode integrar os brinquedos à decoração.
Para adolescentes
O adolescente precisa de espaço pessoal, mas também de soluções práticas.
Mochilas, fones, cadernos, carregadores e equipamentos eletrônicos costumam se espalhar porque não possuem um ponto de apoio definido.
Uma bandeja, um cesto próximo à mesa ou uma mesa lateral com prateleira pode reduzir esse acúmulo.
A escolha de cores mais profundas, como verde oliva, azul acinzentado ou preto, ajuda a evitar uma aparência infantil.
Para adultos
Os adultos costumam precisar de rapidez.
A organização deve acompanhar entradas, saídas, trabalho, compromissos e cuidados com a casa.
Bancos, aparadores, bandejas, cestos e pequenos móveis multifuncionais ajudam a reduzir decisões durante o dia.
As soluções mais eficientes são aquelas localizadas exatamente onde o hábito acontece.
Para pessoas idosas
A prioridade deve ser o conforto, a estabilidade e a facilidade de acesso.
Poltronas com braços ajudam no momento de sentar e levantar. Os assentos não devem ser excessivamente baixos ou profundos.
Objetos frequentes precisam permanecer visíveis e em alturas confortáveis.
A circulação deve ser clara, sem pequenos móveis ou cestos espalhados em áreas de passagem.
Adaptar não significa criar uma aparência clínica.
É possível usar materiais naturais, cores elegantes e móveis acolhedores enquanto se preserva a segurança.
“A melhor organização é aquela que cada pessoa consegue manter.”
Animais de estimação também fazem parte da rotina
Em muitas casas, os animais ocupam sofás, corredores, varandas e quartos.
Eles possuem brinquedos, mantas, coleiras, produtos de higiene, alimentos e acessórios.
Quando esses objetos não têm um lugar definido, acabam espalhados pela casa.
Cestos de vime ou fibra sintética podem organizar brinquedos e acessórios. Bandejas podem reunir potes ou produtos de cuidado. Um móvel com espaço inferior pode acomodar uma cama.
Entretanto, a escolha precisa considerar o comportamento do animal.
Animais que costumam roer objetos podem danificar fibras naturais. Pontas soltas e tramas quebradas devem ser reparadas. Peças que recebem umidade ou sujeira frequente precisam ser fáceis de limpar.
Para áreas externas ou espaços próximos aos potes de água, as fibras sintéticas podem oferecer maior praticidade.
A solução precisa ser bonita, mas também compatível com a vida real.
A casa muda quando a família muda
Nenhuma casa permanece igual para sempre.
As crianças crescem. Os brinquedos diminuem e os materiais escolares aumentam. O adolescente passa a estudar por mais tempo. Um adulto começa a trabalhar em casa. Uma pessoa idosa passa a precisar de mais apoio. Um animal chega. Um quarto muda de função. Uma nova rotina surge.
Por isso, peças versáteis possuem tanto valor.
O cesto que guardava brinquedos pode receber livros.
O baú que organizava materiais escolares pode guardar roupas de cama.
O banco da entrada pode ir para o quarto.
A mesa lateral pode acompanhar uma nova poltrona.
A cabeceira pode ser pintada e receber novos tecidos.
O revisteiro pode deixar de guardar revistas e passar a organizar documentos ou materiais de estudo.
O vime acompanha essas mudanças porque não está preso a uma única função.
Além disso, o material pode ser renovado com pintura, almofadas, forros internos, novos puxadores ou pequenos reparos.
Essa capacidade de adaptação reduz compras impulsivas e ajuda a construir uma decoração mais duradoura.
Pintar ou manter o vime natural?
A escolha depende do papel da peça no ambiente.
O vime natural funciona como uma base neutra e acolhedora. Ele combina com diferentes cores e tende a acompanhar mudanças na decoração com facilidade.
A pintura é interessante quando:
- a peça está visualmente desgastada, mas estruturalmente firme;
- o móvel precisa combinar com outros elementos;
- a decoração necessita de um ponto de cor;
- diferentes peças precisam ganhar unidade;
- o ambiente mudou de estilo;
- o móvel será utilizado em outro cômodo.
Também é possível combinar acabamentos.
Uma mesa pode ter a estrutura pintada e o tampo natural. Uma cadeira pode manter a trama original e receber pés coloridos. Um aparador pode ter portas de palhinha natural e corpo em verde oliva, fendi ou preto.
Essas combinações preservam a textura e criam uma leitura contemporânea.
Beleza que resiste à vida real
Uma casa bem vivida não permanece intocada.
As almofadas mudam de lugar. As mantas são utilizadas. Os cestos são abertos. Os móveis recebem objetos. As pessoas circulam.
Quando a decoração exige que tudo permaneça imóvel, os moradores passam a viver com medo de desarrumar.
Esse não deve ser o objetivo.
A beleza mais duradoura é aquela que consegue absorver a rotina.
Materiais naturais, texturas, fibras, madeiras e tecidos costumam envelhecer de maneira mais acolhedora porque não dependem de uma superfície absolutamente perfeita.
Pequenas variações fazem parte da identidade artesanal.
Isso não significa abandonar a manutenção.
O vime deve ser limpo regularmente com escova macia, pano levemente umedecido ou aspirador em potência reduzida. A peça precisa secar completamente e não deve permanecer exposta à umidade constante quando não foi produzida para áreas externas.
Almofadas removíveis, forros laváveis e cestos com estrutura resistente facilitam o cuidado.
A casa continua bonita porque pode ser reorganizada, não porque ninguém a utiliza.
Um pequeno teste para observar a própria casa
Antes de comprar novos móveis, observe como os ambientes estão sendo usados.
Faça estas perguntas:
1. Todos conseguem alcançar aquilo que utilizam?
Observe crianças, adultos e idosos. Um objeto pode estar perfeitamente organizado, mas em uma altura inadequada.
2. Os objetos têm um lugar fácil para retornar?
Se guardar é mais trabalhoso do que deixar sobre a mesa, a solução precisa ser revista.
3. Há passagem confortável?
Verifique corredores, portas, espaços entre móveis e trajetos realizados com frequência.
4. Algum ambiente atende apenas a uma pessoa?
Considere se pequenas adaptações permitiriam que mais moradores utilizassem o espaço.
5. A organização depende sempre do mesmo morador?
Quando apenas uma pessoa entende onde cada objeto deve ficar, o sistema não é verdadeiramente compartilhado.
6. É possível adaptar o espaço sem comprar móveis novos?
Um cesto pode mudar de função. Uma poltrona pode receber nova almofada. Um móvel de vime pode ser pintado. Um baú pode sair do quarto e ir para a sala.
7. Existem móveis ou objetos que dificultam a circulação?
Nem toda peça precisa permanecer na casa apenas porque já está ali.
8. As cores criam unidade ou aumentam o ruído visual?
Uma paleta comum pode unir peças diferentes e fazer a casa parecer mais organizada.
Esse pequeno diagnóstico permite identificar ajustes simples antes de iniciar mudanças maiores.
“Uma casa acolhedora não exige que todos vivam do mesmo jeito.”
Uma casa verdadeiramente elegante acolhe diferenças
A casa compartilhada não precisa eliminar as diferenças entre os moradores.
Ela precisa acolhê-las com inteligência.
Cada pessoa possui sua forma de utilizar o espaço, seus horários, seus objetos, suas limitações e suas preferências. O papel da decoração não é obrigar todos a seguir exatamente a mesma rotina.
É criar condições para que a convivência aconteça com menos conflitos e mais autonomia.
Quando os objetos estão ao alcance de quem usa, a circulação é segura, as funções são claras e os móveis conseguem acompanhar diferentes fases da vida, a organização deixa de ser responsabilidade de uma única pessoa.
O vime entra como um elo entre beleza e praticidade.
Ele aparece em cestos, poltronas, bancos, baús, mesas, cabeceiras, revisteiros e aparadores. Pode permanecer natural ou receber novas cores. Pode guardar brinquedos hoje e mantas amanhã. Pode ocupar a sala, o quarto, a entrada ou a varanda.
Sua textura suaviza o ambiente, sua versatilidade acompanha as mudanças e sua presença ajuda a manter uma linguagem natural em toda a casa.
Porque uma casa realmente bem planejada não é aquela em que todos vivem do mesmo jeito.
É aquela que oferece espaço para cada pessoa viver bem — juntas, diferentes e acolhidas dentro do mesmo lar.




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